Fagundes quer governo sem retrovisor

Motivado, embalado, capacitado e preparado para ser governador. Assim se sente Wellington Fagundes, o senador republicano em pré-campanha. É tanta sua crença na viabilidade do projeto político que lidera na corrida ao Palácio Paiaguás, que nem mesmo slogan falta para o mesmo, “Governo sem retrovisor”.

Sem retrovisor porque o Senador da Republica, Wellington Fagundes insiste em não olhar para trás e mira somente a linha do horizonte. Esse entendimento é no sentido administrativo: quer ser governador e encontrar nos mecanismos do Estado as ferramentas para que Mato Grosso retome o crescimento, mas sem descer a mão vingativa ou lançar crítica aos que o antecederam.

Wellington prefere crer que uma “bela dose de bom governo” seja suficiente para reordenar a administração. Sem olhar para trás, mas para sustentar a necessidade de mudar o curso administrativo, diz que, “o governador Pedro Taques nos cinco primeiros meses de seu governo honrou todos os compromissos salariais e a máquina estatal estava saneada; depois desandou”, observa acrescentando que “a receita aumentou” e que nenhum fato atípico justifica a crise que assola Mato Grosso há algum tempo. Garantindo que entende que, “passado é passado”, assegura que sem alquimia nem varinha mágica, “mas com uma boa equipe, ouvindo todos os segmentos sociais e empresariais, em sintonia com a classe política”, em pouco tempo botará Mato Grosso na vanguarda do desenvolvimento nacional.

O senador mato-grossense diz que os seis mandatos de deputado federal que exerceu entre 1991 e 2014 e sua presença no Senado contribuíram muito para seu modo de pensar, mas que sua têmpera vem da formação de berço. Filho do casal Minervina e João Antônio Fagundes, o “João Baiano“, que veio a pé da Bahia, Wellington ainda criança aprendeu o sentido do trabalho, principalmente quando feito na esfera familiar.

Sua motivação é por gostar de política. O embalo nasce do apoio que recebe. A capacitação e o preparo ele conquistou ao longo da vida e na sua relação com os municípios, “Conheço todos e seus problemas; sou municipalista convicto. Entendo que a melhor forma de atender a uma comunidade é ouvindo sua gente, seus clamores. Quero um governo de interação, com o cidadão opinando e sendo ouvido”. Ao citar essa frase, sem olhar para trás, como diz, “mas só para esclarecimento, o governador Pedro Taques ao tomar posse disse que não precisava de senador. Comigo será diferente, pois quero compartilhar o governo com vereadores, prefeitos, deputados, senadores, com todos”.

Entre os principais grupos que se preparam para a disputa do governo, o de Wellington é o único convergente. Os demais ainda não se definiram. O PDT de Otaviano Pivetta poderá apoiar Mauro Mendes (DEM) e vice-versa. Ainda sobre o Democrata, Jayme Campos poderá ser o candidato a governador. No PSDB de Pedro Taques ainda não bateu o martelo sobre a tentativa de reeleição. Com o senador republicano é diferente tanto em seu partido quanto na aliança que lidera. “Conversei com o (Carlos) Fávaro e ele manteve em nome do novo diretório do PSD a mesma tratativa que anunciamos há alguns dias, qual seja, o PSD integrando a aliança que estamos consolidando com o PSD, PP, MDB, PTB e PCdoB com meu nome definido enquanto pré-candidato a governador. É preciso observar que no passado havia a possibilidade de lançamento da candidatura do conselheiro Antônio Joaquim ao governo, mas agora a questão do nome está definida comigo ao governo dentro desse grupo”, explica.

Sobre Senado, Wellington revelou que, “o PCdoB se reuniu conosco levando o nome da ex-reitora Maria Lúcia como pré-candidata. O PSD também levou o nome do Carlos Fávaro. Dentro desse grupo também existe o nome da empresária Margareth Buzetti (PP)”. Em breve, acreditam, os nomes estarão sacramentados. Parece que a situação é boa ao seu grupo. Será que pode melhorar? pergunto. Wellington sorri, “sempre pode. Na próxima segunda vou conversar com o PV”, resume. – (Eduardo Gomes de Andrade)