MT já tem oito potenciais candidatos ao Governo do Estado

A menos de poucos meses da próxima eleição de 2018, o cenário está longe de definição e os nomes ventilados para disputar o Governo de Mato Grosso se multiplicam. Além do próprio governador, que pode tentar a reeleição, há diversos potenciais candidatos sendo cotados tanto na “oposição” quanto na base aliada.

Pedro Taques (PSDB) tem planos de disputar a reeleição e já pediu apoio aos aliados, em reuniões a portas fechadas. A pré-candidatura dele foi publicamente lançada no congresso estadual dos tucanos, em agosto do ano passado.

Nas entrevistas, porém, o governador evita tocar no assunto e costuma dizer que é a oposição que tem que se preocupar com eleições neste momento, e que ele não vai “jantar antes de almoçar”.

Diante da pretensão do governador tucano, alguns aliados pregam que ele é o único pré-candidato do grupo, que não trabalham com “Plano B” e que o apoio à sua reeleição é natural. Outros possíveis candidatos fazem articulações nos bastidores para viabilizar uma alternativa.

Oposição

O único pré-candidato declarado até o momento é o conselheiro afastado Antônio Joaquim Moraes Rodrigues Neto, ex-presidente e afastado pela Justiça do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT). Ele entrou com pedido de aposentadoria e anunciou que iria iniciar uma pré-campanha ao Palácio Paiaguás. O conselheiro marcou sua filiação ao PTB para 8 de novembro de 2017, e já tinha dado início à temporada de críticas e alfinetadas ao governo tucano.

Outro que já disse com todas as letras que pretende entrar na disputa é o deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso, Zeca Viana. A preferência do parlamentar é o Senado, porém, se a “oposição” não viabilizar um nome para concorrer com Pedro Taques ao governo do Estado em outubro próximo, Zeca já se colocou à disposição para encarar a corrida pelo Paiaguás.

O deputado afirma que sua prioridade é desbancar o atual governo e, para isso, está disposto até mesmo a negociar a vaga de candidato a senador que seria sua, para fortalecer a aliança do grupo de “oposição”.

Na “oposição”, outro nome que vem sendo trabalhado é o senador e presidente do Partido da Republica (PR), Wellington Fagundes.

Em 2018, ele estará no meio do mandato de senador e, se perder a corrida pelo Paiaguás, continuará com o mandato em Brasília. É a mesma situação em que Taques se encontrava em 2014, quando se elegeu governador de Mato Grosso. O suplente José Medeiros (Podemos) assumiu a cadeira no Senado em seu lugar.

O anúncio da pré-candidatura de Antônio Joaquim tirou Fagundes do foco, mas o Senador continua sendo cotado nos bastidores. Os opositores têm discutido a formação de uma grande aliança contra Taques e tratam da possibilidade de unificar o grupo em torno de um único candidato.

Situação

Entre os aliados do governador estão nomes de peso, que são cotados para a disputa de governo. Um deles é o ex-prefeito de Cuiabá, o empresario Mauro Mendes Ferreira, possivelmente estará seguindo para o partido dos Democratas.

Ele saiu bem avaliado do cargo de prefeito de Cuiabá em 2016 e é estimulado pelos aliados a concorrer ao Governo do Estado ou ao Senado da Republica. Mendes já disputou o cargo de governador em 2010, quando perdeu para Silval Barbosa no PMDB, e hoje sem partido.

O ex-senador e ex-governador Jayme Veríssimo de Campos (DEM), por sua vez, é lembrado como potencial candidato aos dois cargos em todos os pleitos.

Jayme Campos governou Mato Grosso entre 1991 e 1994. Atualmente, ele é secretário de Assuntos Estratégicos na gestão da mulher, Lucimar Campos (DEM), prefeita de Várzea Grande. Ele já admitiu, em entrevistas, que pode ser candidato nas próximas eleições, mas não indicou se a tendência é o Senado ou Governo.

Campos em suas entrevistas, diz que é soldado do partido e esta pronto para a guerra.E como ele sempre diz…”Vou da uma taca neles“.

Em 2014, Jayme chegou a se candidatar ao Senado, mas desistiu logo no início da campanha, e Rogério Salles (PSDB) foi lançado em seu lugar. O tucano não se elegeu. Tanto Jayme quanto seu irmão, o ex-governador Júlio Campos, têm insistido que o DEM precisa ter vaga na chapa Majoritária, se não houvesse espaço ao lado de Taques, eles poderiam se aliar a outro grupo.

O principal nome para isso é o de Jayme, mas o DEM trabalha também com a possibilidade de lançar Mauro Mendes, se a filiação dele se concretizar.

O vice-governador Carlos Henrique Baqueta Fávaro, presidente estadual do PSD em Mato grosso também é cotado para o cargo. Ele conquistou a vaga de vice com apoio do agronegócio, e pode aproveitar essa base para alçar novos voos em 2018. O foco é o Senado, mas aliados não descartam lançar Fávaro ao Governo do Estado, se houver a oportunidade para isso.

Desceu do muro

O ex-governador Blairo Borges Maggi (PP), atualmente ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e senador licenciado, era sempre citado no meio político como possível candidato ao governo.

Maggi saiu bem avaliado do governo e tinha boa pontuação nas pesquisas de intenção de votos. Porém, o próprio senador rejeitou a ideia em todas as entrevistas. À imprensa, ele tinha dito que seu plano é disputar a reeleição, mas, acabou mesmo desistindo, e vai ficar de fora deste pleito eleitoral, deixando as viúvas nervosas.

O ministro tem evitado, ainda, se posicionar como “oposição” ou “situação” ao governo Pedro Taques. Ele alega, ainda, que é muito cedo para definir a posição do partido nas eleições de 2018 e observou, em algumas entrevistas, que uma aliança hoje não garante apoio nas eleições.

Mesmo sem a participação direta de Maggi, no entanto, o PP anunciou o rompimento com o governo no início deste ano e a direção da sigla vem participando das discussões do bloco de “oposição”.

Alguns dos analistas políticos do Estado fizeram suas avaliações sobre a eleição de 2018, e disseram que os blocos políticos que estão sendo formados são contrários a administração estadual, e não fazem “oposição” ao Governo do Estado, mas sim ao governador Pedro Taques do PSDB.

Segundo os analistas, o que se percebe no momento é que o grupo de “oposição” existem pessoas que não gostam do Pedro Taques, e não da administração do governo Pero Taques, e desta forma, eles não fazem os ataques diretamente, são ataques pontuais, e aqueles que não gostam, é porque não foi beneficiado em seu governo, e isso faz com que a politica seja pessoal.