O desgaste dos políticos na Eleição Majoritária de 2018

Quem pensou que estava jogando baralho e podia blefar, está se vendo dentro de um tabuleiro de xadrez sob o cerco de peças transformadas em adversários.

A base aliada do governador José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), cada vez mais se afasta da sua gestão. Jayme Veríssimo de Campos (DEM), Mauro Mendes Ferreira (diz que vai para no DEM) e Carlos Henrique Baqueta Favaro (PSD), que já estavam mexendo com as peças do tabuleiro, e eles estão cada dia mais animado.

Nesta semana, o DEM fará uma grande festa para as filiações de alguns parlamentares e principalmente do possível pré-candidato da sigla Mauro Mendes Ferreira.

Favaro ao mesmo tempo em que bate (com críticas pontuais) e assopra (com sinais de lealdade).

Sem o Democrata e o Partido Social Democrático, sobra apenas o Partido Popular Socialista e o Solidariedade.

Porém uma pergunta que não calar: O desgaste dos políticos vai ser decisivo na Eleição Majoritária em 2018?

Tudo bem o Blog do Valdemir, vai responder.

Podemos afirmar aos nossos internautas que, os eleitores não estão e não vão “perdoar” ninguém, bom informar ainda que no momento os eleitores não estão interessados em discussões eleitorais.

Então as pesquisas de intenção de votos, mesmo se verdadeiras têm um caráter ilusório, porque revelam não exatamente quem é favorito, e sim quem é mais conhecido. Políticos que se iludirem com os números atuais (porque não há campanha, portanto não há choque do contraditório) e entabularem alianças nas atuais pesquisas, podem entender de muita coisa, menos de política.

Uma dica: os eleitores começam a sinalizar que vão definir em 2018, não pelo desgaste dos políticos até por considera-los “iguais” ou “quase iguais” e sim pelo histórico, do que já fizeram pela sociedade, em outras palavras, os eleitores estão cada vez mais atentos aos “resultados” e muito menos “discussões.

Os eleitores estão interessados em eficiência. Discursos feitos com agressividade pode chamar a atenção dos eleitores, mas não resultarão em votos.

Os candidatos nas Eleições de 2018 tem a oportunidade de dizer o que bem entender aos eleitores. Porém os eleitores têm um número cada vez maior de ferramentas para tomar conhecimento também, daquilo que os pretendentes a um cargo público nem sempre querem que venha a público.

O eleitor sempre votou com o bolso e o coração. Mais maduro e pragmático do que antes, contudo é provável que desta vez a razão prevaleça.

Pesquisas do Vox Populi aponta que as qualidades que o eleitor sempre procura num político, a honestidade está em primeiro lugar, seguida da capacidade em entender os problemas do povo, ter condições de resolver esses problemas e ideais novas.

Em último lugar no ranking de características está a experiência. Para o cientista político Ricardo Guedes, presidente do Instituto Sensus, a honestidade que o eleitor exige do candidato tem mais relação com cumprimento das promessas de campanha do que com a corrupção “se um candidato diz que vai construir centenas de escolas e outro promete uma dezena de hospitais, o eleitor quer que ele cumpra isso“, afirma Ricardo Guedes.

Com a banalização das denúncias, o brasileiro está mais cético e só aceita vínculos diretos e provas contundentes, não apenas ilações eleitorais.

Pode-se dizer que, depois do vídeo mostrando políticos recebendo dinheiro, o eleitor não aceita menos do que isso como prova de corrupção, observa o cientista político Geraldo Tadeu.

Ricardo Guedes destaca que na cabeça do eleitor denúncias de última hora pode soar com tentativa desesperada do concorrente “o eleitor pode achar que estão querendo desmoralizar seu candidato de propósito“, afirma.

Seguindo essa lógica, qualquer denúncia passa pelo crivo de três critérios fundamentais: têm que ser verídica, e comprovada publicamente e o eleitor tem que estar disposto a aceita-la.

Além disso, como a história eleitoral recente demonstra o eleitorado brasileiro, parece pouco disposto a aceitar o jogo baixo, especialmente a troca de acusações e agressões.

É claro que a percepção do eleitor em relação ao candidato muitas vezes é influenciado por uma boa estratégia de comunicação e marketing.