Os efeitos das convenções: ex-governador critica o partido tucano

O ex-governador de Mato Grosso, José Rogério Sales (PSDB), que chegou a ter o seu nome “ventilado” para ser o candidato a vice-governador, na chapa encabeçada pelo governador Jose Pedro Gonçalves Taques do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas quem ficou com a vaga foi Rui Carlos Ottoni Prado, chegou a anunciar sua pré-candidatura a deputado federal, mas ate o momento seu nome não foi condenado pelo partido, diz estar indignado com as convenções realizadas final de semana.

Um grupo de partidos formado pelo PSDB, PSB, PPS, Solidariedade, PRTB, Patriota e PSL, que estão apoiando a reeleição do governador tucano Pedro Taques, chegou ate mesmo de ventilar o nome do ex-governador tucano Rogério Salles, mas tinham na disputa também os nomes do vice-prefeito da cidade de Lucas do Rio Verde, Silvio Fávero, da esposa e primeira dama da cidade de Rondonópolis, Neuma de Moraes, eles estavam representando a as regiões do Médio-Norte do Estado e da região Sul de Mato Grosso.

Além de vice-prefeito de Rondonópolis, Salles foi também vice-governador do Estado de Mato Grosso, e em 2014, foi candidato a Senador e acabou derrotado por Wellington Fagundes do Partido da Republica (PR), outro pré-candidato a governador.

O ex-governador fez um post no seu perfil do Faceboock, nesta semana, mostrando a sua insatisfação com o cenário politico.

Rogério criticou a maneira autoritária da maioria das decisões tomadas nas convenções, dizendo que não acredita na possibilidade de existir democracia de fato, sem partidos políticos verdadeiramente democráticos.

O ex-governador disse ainda que é um absurdo que partidos políticos sejam administrados sem democracia interna, com decisões tomadas pela cúpula e atendendo majoritariamente interesses daqueles que querem se Perpetuar no Poder.

Por fim, defendeu uma reforma politica “Radical” ou caso contrario, prevê que somente uma “Revolução Francesa“, poderá resolver.

Mesmo colocando o “dedo na ferida” de Pedro Taques, Rogério Salles ainda acredita que o seu partido tem tudo para sair vitorioso nas urnas e garantir a reeleição do governador, mesmo depois de mostrar ao companheiro de partido os principais erros de sua administração.

Acho que falei algumas vezes e o Pedro optou por fazer um governo não fazendo muita política e agora, na hora de definir a coligação isso pesa. É o preço que se paga por não fazer um governo político. eu ainda comentei com ele. É uma dissidência do governo que está lá, mas desfrutou do governo. Hoje, estão na chapa alternativa, mas mudanças na forma de fazer política tem um preço.

Espero que essa opção que ele fez dê bons resultados e ele vá para à reeleição. Que ele consiga à reeleição.

Salles foi descartado de ultima hora na convenção do PSDB na condição de vice na chapa de Pedro Taques, e foi curto e grosso em sua declaração ao fazer uma avaliação do primeiro mandato do tucano Taques.

Ele está pagando o preço por promover uma gestão menos política

Nota da redação:

Postagem oportuna do ex-governador, ainda que não cita o alvo, é evidente que este se chama Jose Pedro Gonçalves Taques, aquele que não diz o que pretende fazer e com quem pretende fazer, apenas como: na base do “eu quero“.

Vale dizer: sem a maioria no Poder Legislativo, não se governa. Só com ela, também não chega a lugar nenhum.

A maioria é importante quando se quer chegar a algum lugar, quando ha um proposito.