Projeto “Prevenção Começa na Escola” é lançado pelo Ministério Público e Prefeitura de Várzea Grande

Por meio de apresentações culturais como teatro, dança e música se quer despertar o interesse para problemas sociais graves, além de assegurar o envolvimento da sociedade na sua participação em busca de solucionar esses problemas

O Ministério Público de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande lançaram o Projeto “Prevenção Começa na Escola, que visa através de apresentações teatrais, musicais entre outras combaterem todos os tipos de violência contra crianças e adolescentes.

Os eventos visam estimular o debate dos temas como “Bullying”, violência doméstica, racismo, violência sexual entre outros.

O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo que juntamente com a prefeita Lucimar Sacre de Campos lançaram na EMEB Emanuel Benedito de Arruda em Várzea Grande o programa, disse que os problemas tem que ser enfrentado e com isso dar uma melhor qualidade de vida nas cidades.

Queremos efetivamente construir um mundo melhor para todos indistintamente, sendo que para isto temos que fazer o enfrentamento dos problemas e não apenas de violência, pois queremos avançar, inclusive na qualidade de vida nas cidades, como a questão ambiental e também despertando a responsabilidade de todos como cidadãos“.

A Escola Emanuel Benedito de Arruda de Várzea Grande ganhou prêmio nacional de gestão 2017 do Estado de Mato Grosso pelo desempenho e a capacidade, além do nível de aprendizado dos alunos, mensurado através do IDEB que é concedido pelo Ministério da Educação.

A violência é uma das questões sociais que mais causam preocupação e é abordada como um problema de saúde pública em todo o mundo. Dentre os tipos de Violência Infantil, a Violência Intrafamiliar Infantil é definida como aquela que acontece dentro da família ou até mesmo no lar onde a criança convive cometida por algum parente ou pessoas que tenham função parental, ainda que sem laço de consanguinidade, e pode ser caracterizada de formas diferentes como: física, psicológica, sexual, negligência, o “Bullying” e a “Pedofilia”.

Lucimar Sacre de Campos na abertura do evento, acompanhada pelo procurador geral de Justiça, Mauro Curvo, pelo procurador da Infância e Adolescência, Paulo Roberto Jorge do Prado e pelos promotores José Mariano e Silvio Alesi Rodrigues, disse que a união dos poderes somam esforções para garantir a proteção das crianças.

Um Poder junto com o outro soma esforços no sentido de garantir a proteção de um dos maiores valores da humanidade, que são as crianças e adolescentes“.

Lucimar destacou a importância do diálogo sobre as questões que envolvem todos os tipos de violência contra crianças e suas consequências.

Para a prefeita é imperativo expandir as ações de prevenção para toda comunidade e incentivar as parcerias com entidades públicas, privadas e da sociedade civil organizada, promovendo a execução dessas políticas, assegurando seus resultados práticos.

Durante a realização do Projeto Prevenção Começa na Escola, que vai até o dia 8 de novembro, 16 escolas municipais de Várzea Grande foram envolvidas, tendo um cronograma pré-estabelecido, onde todas as unidades irão apresentar alguma manifestação artística sobre o tema, que poderá ser: espetáculo teatral, musical ou dança, além da realização de uma palestra para os alunos, proferida por uma autoridade convidada.

De acordo com o procurador de Justiça e idealizador do projeto, Paulo Prado, o conceito do Prevenção Começa na Escola é aberto aos professores, técnicos da Educação e da Sociedade em geral, que durante toda sua realização poderá receber sugestões e ideias desses segmentos e contribuir para um maior alcance social.

Na etapa municipal, as escolas envolvidas concorrerão entre si com suas apresentações artísticas e as duas finalistas irão se apresentar na etapa final do Projeto, no auditório do Ministério Público em Cuiabá. Prado informou ainda que o projeto conta com a parceria da Cia. de Teatro “Vostraz”, legitima representante várzea-grandense no cenário teatral de Mato Grosso.

A escola é a grande mola propulsora do conhecimento em todas as áreas e também importante difusor das práticas que irão garantir a cidadania dos estudantes, promovendo seu bem-estar e assegurando seu desenvolvimento em um ambiente sem violência, com igualdade e sem discriminação. Nosso objetivo como instituição permanente dentro do Estado de direito democrático é garantir à criança uma infância sem violência de nenhuma forma“, assegurou Paulo Prado.

A Escola Emanuel Benedito de Arruda foi escolhida por contar com a efetiva participação dos pais de alunos que inclusive promovem aulas de interação com as crianças.

Presente no evento, o senador eleito Jayme Campos, louvou a iniciativa do Ministério Público e lembrou que investir em educação, é investir no futuro da pátria. Jayme destacou que Várzea Grande vem implementando políticas de parceria na Educação municipal, construindo, reformando e entregando escolas e creches ao longo da administração da prefeita Lucimar.

O senador eleito cumprimentou o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis pela atuação frente à pasta, apontando as obras de reformas de 21 escolas que estão em andamento e a construção de 16 Centros de Educação Infantil, “creches”, que ao todo ofertarão mais 6 mil vagas na rede municipal e serão entregues ao longo da gestão.

A gestão moderna implementada pela prefeita Lucimar Sacre de Campos coloca Várzea Grande na vanguarda das parcerias, pois as mesmas fortalecem o crescimento socioeconômico da cidade e de sua população assegurando assim a verdadeira participação da democracia, pois não existe democracia com exclusão, mas sim com inclusão e a participação de todos“, disse o Senador eleito Jayme Campos.

Para o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis, os efeitos da exposição à Violência Infantil podem ser observados nas funções cognitivas e emocionais, na dinâmica escolar e social, com sintomas mais frequentes que podem ser detectados pela falta de motivação, isolamento, ansiedade, comportamento agressivo, depressão, baixo desempenho e evasão escolar, dificuldade de aprendizagem, pouco aproveitamento, repetência e até a necessidade de educação especial.

Neste sentido, o projeto se torna importante por trazer para a escola esse debate que irá contribuir para o melhoramento da relação entre estudantes, família e comunidade“.