“Quem quiser derrotar Pedro Taques tem que colocar seu nome na urna”

“Só será decidido na convenção. Até lá, ninguém decide nada”, estas foram as palavras do líder do Partido Social Democrático (PSD) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT)

O polemico deputado estadual, Gilmar Donizete Fabris garante que não existe nada definido sobre qual projeto ao Executivo o seu partido estará apoiando nesta eleição de 2018.

O parlamentar estadual já declarou que trabalha para a reeleição do governador Jose Pedro Taques, do PSDB, e que ate o momento, nada esta definido nesse tabuleiro politico.

O deputado estadual acredita que o presidente estadual do PSD em Mato Grosso, Carlos Henrique Baqueta Favaro pode ser candidato ao Senado da Republica numa chapa composta com o tucano Pedro Taques como candidato à reeleição ao Palácio Paiaguás. “É uma aliança perfeitamente viável pela boa relação do PSD com o PSDB consolidada nos últimos anos”.

Pretenso candidato ao Senado Federal em outubro, Carlos Fávaro entregou na Assembleia Legislativa do Estado (5), a carta de renúncia do cargo de vice-governador ao presidente da Casa de Leis, deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM).

No ultimo dia 26, o presidente estadual do PSD, ex-vice-governador Carlos Fávaro, declarou apoio à pré-candidatura do Senador mato-grossense, Wellington Fagundes, presidente estadual do Partido da Republica (PR), e líder da “oposição” contra a atual administração tucana.

Alfinetando, o parlamentar estadual do PSD disse que o jogo politico é assim mesmo, “uma hora você esta junto comendo caviar, camarão, bacalhau e tomando vinho, outra hora você esta deixando o amigo para se juntar com o inimigo, isso faz parte”. Cutucou o deputado estadual.

Gilmar Fabris também disse que a “Carta de Compromisso”, que foi divulgado pela imprensa, só soube porque foi noticiada, mas que na verdade não viu nada de extraordinário.

Fabris disse que estava em viagem , e na sua chegada foi informado de uma “Carta” que estava sendo apresentada, e no seu entendimento, não viu nenhuma assinatura de ninguém, apenas viu nomes. “Assinatura é uma coisa, só nomes é outra coisa totalmente diferente, ninguém assinou a carta, colocar nome qualquer pessoas pode colocar, quero ver essa carta assinada”. Criticou o parlamentar.

O deputado disse ainda que muitos que disseram estar na carta, são aqueles que tinham interesses em seus projetos próprios, “não tem nomes de prefeitos importantes, de pessoas que representam o povo, que tem votos, o que eu vi foram nomes de assessores, de ex-secretários descontentes, e nada de grande relevância na carta”.

E segundo ainda o deputado, “quem quiser derrotar o governador Pedro Taques tem que colocar seu nome na urna, concorrer contra ele no dia 7 de outubro, hoje se você tiver grupo é uma coisa, se não tem, é outra coisa, falaram de um jantar com 10 partidos, e nada ficou resolvido”.

Gilmar disse ainda que o governador Pedro Taques vem fazendo um trabalho a frente do Governo do Estado de “razoável” para “bom”, e que em outros estados, tem ate salários atrasados, e o Governo de Mato Grosso esta com todos os salários em dia.

O deputado estadual do PSD disse que nunca trabalhou com hipótese, e se tiver que subir no palanque de Pedro Taques vai subir, e que vai caminhar com ele nesta eleição, e que tudo vai ser definido na convenção que a sigla pretende realizar. “Tudo vai ser definido e decidido na convenção, não tem meio termo. Até lá, não sabemos o que acontecerá a nível nacional, com quem vamos estar”.

Os partidos políticos decidem a formação das coligações majoritárias e proporcionais nas convenções partidárias que deverão acontecer entre 5 de julho e 5 de agosto.