“Talvez faça um trabalho voluntário, mas para a vida política não venho mais”

A candidata ao Senado da Republica pelo Partido Social Liberal (PSL), Selma Rosane de Arruda, avalia deixar a vida pública apos as eleições de 7 de outubro, caso não venha ter sucesso em conseguir se eleger para o Senado.

A Juíza aposentada colocou seu nome em uma disputa eleitoral logo apos de aposentar, foi preterida pelo seu partido o PSL, e por uma aliança com o PSDB, cujo pré-candidato é o governador mato-grossense, Jose Pedro Taques do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Segundo os números das pesquisas leitorais, a Juíza aposentada Selma Arruda aparece empatada tecnicamente com outros dois candidatos conforme os números divulgados pela Voice Pesquisas. E segundo alguns cientistas politico, Selma não vão conseguir seu objetivo com os números abaixo do esperado por ela.

Na modalidade estimulada:

– Jayme Veríssimo de Campos – DEM – 35%
– Mauro Cesar Lara Barros – PSOL – 20%
– Nilson Leitão – PSDB – 19%
– Selma Rosane de Arruda – PSL – 14%

A margem de erro da pesquisa é de 3,5%, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%, e foram ouvidas 812 pessoas em 30 municípios do Estado de Mato Grosso nos dias 28 de agosto e 1 de setembro. A Voice registrou a pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), numero MT – 06522/2018.

Rompimento

Apos hipotecar apoio ao candidato tucano, o casamento entre o PSL e o PSDB parecia que ia dar certo, mas acabou sendo bastante desgastante segundo Selma Arruda.

Uma briga com o deputado federal e candidato ao Senado da Republica, Nilson Leitão, por conta do tempo de TV da propaganda eleitoral, o casamento acabou.

A Juíza aposentada disse também na época que não dividirá palanque com nenhum candidato que foi delatado pelo ex-governador Silval Barbosa ou que tivesse problemas com a justiça. E segundo a candidata do PSL, esse teria sido o palanque mais “leve” que o PSL encontrou por não existir nenhuma pessoa condenada ou ficha-suja. Selma Arruda reconheceu que pelo tamanho do partido do governador, seria impossível não ter pessoas com problemas judiciais e delatadas.

O PSL tinha uma necessidade de coligar com o PSDB por conta da falta de tempo de televisão e isso inviabilizaria qualquer candidatura nossa“.

A Juíza aposentada da Sétima Vara Criminal da Capital, Selma Arruda responsável por colocar figurões da política mato-grossense atrás das grades, chegou ate mesmo de afirmar que não estava à procura de partidos que possuíssem somente “anjos e santos”.

Selma ficou conhecida em Mato Grosso por colocar atrás das grades o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Geraldo Riva e o ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa e outros figurões como ex-secretários do Estado.

A “fama” deu a ela o apelido de Moro de Mato Grosso, em referência ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condenação da Operação Lava Jato.

Apos anunciar o fim do casamento com o PSDB, a ex-magistrada Sela Arruda chegou de ser criticado pelo presidente estadual do PSL, o deputado federal Victório Galli por ter abandonado o grupo.

O parlamentar federal Victório Galli disse que o PSL não irá acatar eventuais restrições de Selma Arruda, às coligações que o partido julgar necessárias, o objetivo segundo Galli, é garantir palanque ao candidato do partido à Presidência, Jair Bolsonaro, está acima de “interesses particulares“, mas que respeita o posicionamento de Selma, mas não abrirá mão de construir uma aliança forte, independentemente de estar ou não com o PSDB.

Não vamos fechar nenhum caminho. Até porque, se formos aceitar só partidos imaculados, no qual ninguém tenha problemas, não vamos conseguir coligação com ninguém. Isso não existe“.

Caso não vença as eleições para o Senado da Republica, Selma Arruda disse que vai fazer trabalho voluntario, dar palestras e advogar.

Talvez faça um trabalho voluntário ou alguma coisa nesse sentido. Mas para a vida política não venho mais não. Se você não tem esse pensamento político, digamos, inescrupuloso, é muito difícil você enfrentar a política. Quando você quer fazer a política direitinho”.

É um programa muito bonito, eles acolhem essas famílias. E não é só o menino, mas temos que acolher o pai e a mãe, para colocar esse senso de responsabilidade na criação e na condução desses adolescentes”.

Eu estou aposentada, graças a Deus. Penso em advogar, em trabalhar com programas de compliance e também voluntariamente tentar fazer alguma coisa para ajudar. Já me pus à disposição para fazer palestras de graça para um determinado público que consiste em famílias que estão com filhos adolescentes indo para criminalidade”.