A 335 dias do pleito eleitoral, única certeza neste momento é o da desilusão com a política

Quando se fala em futuro de Mato Grosso e um hipotético marco temporal, para o adeus à crise política e financeira, as datas de 4 e 25 de outubro 2020, se tornam emblemáticas.

Nelas ocorrerão o primeiro e o segundo turno do pleito eleitoral, para prefeitos e vereadores.

O calendário eleitoral para as eleições 2020 será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente em meados de dezembro deste ano, todavia, algumas datas importantes previstas na legislação eleitoral devem ser destacadas.

A menos de 1 ano do compromisso com as urnas e exercitando o ponto de vista de mais de 2 milhões mato-grossense aptos ao voto, as perguntas são muitas.

Qual o ânimo e interesse da sociedade na escolha de suas representações políticas? Que tipo de eleição teremos? O pleito eleitoral será marcado por ideias e propostas ou por raiva esganiçada entre esquerda ou direita?

Questões que se impõem pela avassaladora crise moral e ética tatuada na quase totalidade da classe política mato-grossense, afundada em sucessivos escândalos de corrupção e uso da máquina pública para fins pessoais, desconectados do interesse público cenário putrefato revelado por várias “Operações” da Polícia Federal, Gaeco, Fazendária e Civil, que já ocorreu e ocorrerá nos próximos dias em Mato Grosso, exterminando biografias e que coloca diariamente contra a parede, “caciques, pajés e índios”, dos maiores aos menores partidos.

Porém, algo será necessário à ser realizado, mesmo porque o Mato Grosso que vai as urnas de 2020 é bem diferente daquele de 2014. De lá pra cá, nossa economia foi a bancarrota, acabando com milhares de empresas e que, apenas agora, no final de 2019 começa a engrenar.

Escândalos de corrupção espalhados por quase todos os partidos, demoliram a confiança na política e nos políticos. A população sofre, ainda mais com a violência e a péssima qualidade dos serviços públicos, como era de previr, os ânimos sociais refletem esse cenário de descrença e caos com uma perigosa escalada de intolerância e do questionamento da ordem institucional.

Entretanto os principais culpados por essa indignação coletiva são aqueles que, ao longo de alguns anos aparelharam a “Máquina Pública” a serviço de um “Projeto de Poder”.

Hoje, porém mais importante do que identificar os erros alheios é fazer uma profunda autocrítica. Em algum momento, cada um de nós escolheu caminhos que conduziram a realidade atual.

O setor empresarial, por exemplo, se dedicou quase que exclusivamente, aos seus negócios, enquanto o país ruía, adotando uma postura destoante de sua importância e representatividade.

A omissão custou caro.

Quando o estrago estava feito, surgiu a reação, líderes empreendedores foram aos espaços de poder fomentaram bons debates e contribuíram com ideias para o futuro.

Exerceram sua influência positiva, defendendo, entre outras pautas, o avanço da agenda de reformas e um Estado mais eficiente.

É preciso seguir nesse caminho de participação ativa e engajamento nos assuntos da sociedade. O movimento deve-se tornar permanente unindo setor público e iniciativa privada, na busca de soluções para os entraves do nosso Mato Grosso. A retomada do desenvolvimento só acontecerá com mais liberdade e um ambiente de “negócios favorável”, sem preconceitos ideológicos quem emprega.

O período eleitoral é um convite direto à reflexão. Conscientes das consequências dos nossos votos, façamos a melhor escolha.

E saibamos que, seja qual for o resultado das urnas, o nosso envolvimento deve persistir. Um “novo estado”, uma “nova cidade” não surgirá se delegarmos as nossas responsabilidades. A mudança da nossa cidade depende da participação de todos nós.

Nota da redação

Em conversa com a nossa reportagem nos corredores do Palácio Paiaguas, o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (PDT), disse para o Blog do Valdemir que o governo não vai aceitar o uso da “Máquina Pública”, para campanha de quem quer que seja.

Otaviano já avisou ao governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) que ele (Otaviano), vai afastar das disputas e disse:

Cada um cuida da sua paróquia e vou votar em Lucas do Rio Verde, (cidade domicílio eleitoral)“.

Bom….entendeu o recado né?

Vamos esperar, acompanhar e se preciso vir cobrar.

Que comece o exemplo de cima.