A semana promete e vai tirar o sono de dezenas de políticos e empresários

A Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) se preparam para uma nova etapa da Operação Ararath e a Operação Sangria, que pelo andar da carruagem, conforme o Blog do Valdemir já antecipou, acontecerá nesta semana.

A Operação Ararath aponta dívida de R$ 1,5 bilhões de empresários e políticos de Mato Grosso em impostos, estes números foram divulgados pela Receita Federal, Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

A Operação começou em 2014, quando foram denunciadas 40 pessoas, entre empresários e autoridades públicas do Executivo e Legislativo mato-grossense, como deputados estaduais, deputados federais, ex-secretários de Estado e ex-governadores.

Foto: Reprodução

E a delação premiada do ex-superintendente do Bic Banco, Luís Carlos Cuzziol, está causando alvoroços nos quatro cantos do meio político de Mato Grosso, a revelação sobre crimes de corrupção de lavagem de dinheiro, vem provocando insônia em políticos.

A delação do superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol fechou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Ararath foi homologada em abril, pelo desembargador Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Conforme as investigações do Ministério Público Federal, o Bic Banco teria sido utilizado em uma espécie de sistema financeiro paralelo instalado no Estado. O caso teria tido início com um empréstimo fraudulento de R$ 130 milhões feito pelo banco para cobrir um rombo deixado na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) na gestão Blairo Borges Maggi (PP).

A Polícia Federal encontrou uma das “cartas fianças” dirigidas ao Bic Banco em um das primeiras fases da Operação em 2014, e seriam utilizadas como garantia dos empréstimos. O documento estava na casa de Eder Moraes e tinha o valor de R$ 5 milhões. Cuzziol teria informado valores maiores e detalhado a operação.

A Operação Ararath já teve tambem a delações de Silval, do ex-secretário Pedro Nadaf, dos empresários Júnior Mendonça, Genir Martelli e Marilena Aparecida Ribeiro. As investigações, assim como a delação de Cuzziol, são conduzidas pela Procuradora Vanessa Cristhina Marconi Zago Scarmagnani.

A situação é preocupante, tem deputados que alguns dias tinham as suas divergências e mal se cumprimentava, hoje tudo mudou, ambos (2), tem se reunido quase diariamente, as portas fachadas para analisar o “estrago” que irá acontecer.

E só para aumentar a adrenalina, no dia dos namorados (12) quarta-feira, Luís Carlos será reinterrogado pelo Juiz Federal Jefferson Schneider, da 5° Vara.

Neste dia Luís Carlos pode confessar esquema de empréstimos fraudulentos feito pelo Banco Bic e revelar nomes dos beneficiados com o crime.

Segunda “BOMBA”

A propósito….o alvo de outra “bomba” é na Saúde Pública de Cuiabá, com a Operação Sangria, por meio da qual a Polícia Fazendária, investiga fraudes em licitações, organização criminosa e corrupção.

O “terremoto” na Saúde Pública da Capital terá um efeito devastador, a exemplo da delação “bombástica” do ex-chefe do Bic Banco.

O esquema na Saúde envolvia integrantes da Prefeitura de Cuiabá, da Câmara Municipal de Vereadores e outras autoridades. Para relembrar, na Sangria, a Delegacia Fazendária prendeu o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, o médico Huark Correia que chefiava uma quadrilha, que, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), “monopolizou” fraudes na Saúde de Cuiabá.

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, confessou envolvimento em um esquema de desvio de recursos da secretaria, em processos de licitação do Hospital São Benedito. Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correia Ribeiro também foram beneficiados com a decisão.

Revelações em delação premiada feitas por médicos, o dinheiro desviado era lavado com doleiros, entre as cidades de Pedro Juan Caballeiro, no Paraguai e Cuiabá serviria para lavar parte do dinheiro que, era usado para abastecer políticos e agentes públicos em esquemas investigados, pela Operação Sangria.

Os valores oriundos de contratos, entre o Estado e Cuiabá, as empresas Proclin, Qualycare e Prox Participações eram remetidos à contas de doleiros em Pedro Juan Caballero e retornavam a Cuiabá em espécie, através de voos fretados em aeronaves de pequeno porte.

É bom ressaltar, que esse dinheiro abasteceu dezenas de campanhas eleitorais, e eram distribuídos por agentes ligados a políticos de expressividade em Mato Grosso.

As revelações constam em delação premiada, formalizada com a Justiça, pelos médicos: Huark Correia, Luciano Correia Ribeiro e Fábio Weisshemer, os três acusados de esquema na área de Saúde.

O Juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros, chegou a dizer que a fraude praticada pelo grupo é pior que os crimes realizados pela facção do Comando Vermelho.

Em seu despacho, Marcos Faleiros diz: Registro que de todos os processos que trabalhei, esses são os fatos concretamente mais graves, talvez, até mais graves que atuação dos membros da facção Comando Vermelho (Operação Red Money), porque envolvem esquema de corrupção, fraude a licitação em prestação de serviços da saúde pública (UTIs e Clínica médica) e lavagem de dinheiro”.

Para os internautas terem uma noção, estas empresas em sete anos, prestando serviço ao Governo do Estado em serviços hospitalares receberam R$ 82 milhões de reais.

Os dados constam no levantamento feito pela Controladoria Geral do Estado (CGE), nos registros do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan).

Conforme a Delegacia Fazendária, este grupo monopolizava os serviços de Saúde em Mato Grosso, há 14 anos por meio de influência política e econômica, oferecendo propinas, fraudando processos licitatórios e superfaturamento contratos administrativos.

Nota da redação

O clima é de tensão em alguns órgãos públicos, já que há muitos políticos, alguns com mandatos, outros sem mandatos.

No Executivo e Legislativo está muito tenso. As autoridades que investigam as fraudes em contratos da saúde, não falam sobre o assunto.

E quando o ambiente está muito quieto, alguma coisa errada está acontecendo ou vai acontecer.

É esperar o decorrer da semana e acionar o IML, para corpo delito e as farmácias mato-grossenses.

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