Águas Mortais: afogamento faz dezenas de vítimas, sem a presença do Poder Público, vão morrer muito mais

Várias pessoas estão morrendo por afogamento, nos Rios de Mato Grosso neste ano de 2019, tragédia anunciada, com uma combinação perfeita, envolvendo sol, muito calor, rios com águas refrescantes, festinhas a beira dos rios e lagos, consumo de bebidas alcoólicas e negligência, são fatores que estão colaborando para tirar a vida dos banhistas.

Nos últimos anos, o números de mortes nos rios e lagos de Mato Grosso vêm crescendo de forma alarmante, de 2017 para 2018, houve um salto de 67%, com 55 mortes registradas de janeiro a setembro.

De acordo com especialistas, as mortes sempre seguem os mesmos fatores, todos os anos, com a chegada deste período de inverno, que na região Centro-Oeste é denominada pelo período de estiagem, seca, os rios e lagos ficam mais baixos, com menos volume de água, mas nem por isso deixam de serem perigosos, prova disso, são os aumentos do registro de mortes por afogamento entre os meses de junho, julho, agosto e setembro.

O Corpo de Bombeiros já registrou dezenas de mortes por afogamento neste ano”.

Em quase todo Estado neste mês de junho, começam os festivais de praias, mesmo aquelas cidades que não fazem mais o festival, devido a seca, as praias de água doce são um verdadeiro atrativo para as pessoas se refrescarem, aí que mora o perigo, é que na maioria dos casos, essas praias não possuem nenhum tipo de vigilância ou proteção.

Na cidade de Várzea Grande por exemplo, a tradicional Praia Grande, na região do distrito de Bonsucesso já está sendo utilizada por turistas, principalmente nos finais de semana, mas segundo informações de alguns frequentadores, ainda não se vê a presença do poder público no local, para fazer a segurança, ou até mesmo orientar as pessoas que ali frequentam.

Em Santo Antônio de Leverger, outra cidade vizinha da capital, localizada a cerca de 36km, ainda existem algumas praias que são frequentadas por turistas, mas que também são sofrem nenhuma interferência do Poder Público.

Pelo que tudo indica, a única colaboração do poder público com os turistas que procuram as praias de Mato Grosso, é com o Corpo de Bombeiros para procurar corpos depois da tragédia acontecida, como é registrado todos os anos, aumentando cada vez mais a estatística, dilacerando famílias, amedrontando e afugentando com os turistas de Mato Grosso.

Em um Estado que é rico por natureza, cheio de rios, cachoeiras, lagos e agora praias de água doce, tem tudo para ser uma alternativa de aumento de receita dos impostos, se tivesse uma gestão voltada para fomentar o turismo da região, mas se nem a segurança, que é de direito por Lei, os turistas têm, não se pode esperar um planejamento estratégico para alavancar o turismo, enquanto isso, pessoas vão seguindo os caminhos dos Bandeirantes, desbravando as belezas naturais, a mercê da sorte, que em alguns casos falha e as pessoas pagam a própria vida. – (Lauro Nazário)

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