Após recurso do Mixto, “Nova” Assembleia Geral é remarcada pela FMF para apreciação de contas

Estamos trabalhando com total transparência, e sabemos da nossa responsabilidade para com os nossos filiados. Temos desenvolvido um trabalho sério e eficiente acima de tudo, sempre como objetivo do fortalecimento do nosso futebol. E este resultado pode ser acompanhado através do nosso site oficial, onde apresentamos os documentos das receitas e despesas de 2018”.

Estas foram as palavras do presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), quando foi realizada e aprovado a Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas de Gestão do ano de 2018 em cumprimento a Lei 9.615/98, art. 46, I.

As Demonstrações Financeiras foram expostas aos clubes e ligas amadoras, pela Diretora Administrativo Financeiro Cícera Lúcia dos Santos, a Lúcia Santos, juntamente com as documentações que embasaram o Balanço, que após apreciadas pelos clubes e ligas presentes, foram aprovadas sem quaisquer ressalva ou questionamentos.

Devido a uma solicitação do departamento jurídico do Mixto Esporte Clube, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) será obrigada a realizar uma Nova” Assembleia Geral para a apreciação das contas da entidade, referente ao exercício 2018 que esta marcada para o próximo dia 21, ás 14h30, na sede da Federação Mato-grossense de Futebol.

O motivo, é que o time do Mixto Esporte Clube contestou a Federação Mato-grossense alegando que não foi notificado pela entidade e não aprovou as contas da FMF.

A primeira reação da Federação foi divulgar uma nota de repúdio contra o Mixto. No documento, publicado no site da entidade, a federação nega que as contas tenham sido aprovadas “às escondidas”. A entidade então alegou que a Assembleia Geral foi comanda pelo vice-presidente Marcio Paes da Silva de Lacerda.

A FMF repudia atos levianos e inconsequentes de pessoas despreparadas que visam somente distorcer a realidade dos fatos apresentados pela FMF. Além disso, a instituição já acionou seu departamento jurídico para possíveis ações cabíveis na esfera civil e criminal”.

Vinicius Falcão de Arruda, advogado do time do Mixto Esporte Clube, ele alegou que não houve publicidade da Assembleia Geral, com publicação de edital de convocação dos afiliados, como determina os Estatutos da Federação Mato-grossense e, por fim, com base ainda nos estatutos, pede a “anulação da assembleia e a imediata constituição correta do Conselho Fiscal”.

Nesta aprovação divulgada pela Federação, houve o desrespeito ao artigo 20 do estatuto da entidade, que define o procedimento para a convocação de uma assembleia geral”.

O jurista destaca que, usualmente, a federação faz a convocação dos associados de duas maneiras, como forma de garantir a transparência em suas atividades.

A Federação encaminha um e-mail aos clubes, informando da convocação e faz, como determina o estatuto, o edital. Eu conversei com dirigentes de outros três times e nenhum deles recebeu o e-mail. Do mesmo modo, não chegou ao nosso conhecimento a publicação do edital. Vamos pedir a comprovação da FMF de que houve esta publicação”, diz o advogado Vinicius Falcão de Arruda.

Além do Mixto, União Rondonópolis, Dom Bosco e Poconé confirmaram ao advogado o desconhecimento da Assembleia Geral.

Todos os clubes com quem eu conversei até este momento desconhecem a realização desta assembleia. Até pela foto que está nas redes sociais da FMF, é possível ver apenas dois clubes, um deles o Cuiabá Esporte Clube, time do próprio presidente da Federação”.

O balanço foi divulgado no dia 25 de abril pela Federação Mato-grossense de Futebol, quando a prestação de contas aprovada por apenas três dirigentes: Elson Xavier, da Liga de Futebol Amador, de Chapada dos Guimarães, Marcelo Galiano, que não é presidente do Operário Várzea-grandense, mas assinou como tal, e Aaron Leandro Dresch, administrativo do Cuiabá Esporte Clube que é parente do atual presidente da Federação Mato-grossense de Futebol Aron Dresch.

No balanço apresentado, a Federação Mato-grossense teve um déficit de R$ 227,9 mil e “anistiou” as dívidas dos clubes afiliados, no montante de R$ 146,5 mil. A folha de pagamento mensal da entidade, conforme a Federação Mato-grossense, é de R$ 568,8 mil.

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