Até quando à Energisa cometerá crime contra a economia das famílias de MT

Mesmo com um sofrível serviço elétrico prestado aos consumidores brasileiros, segundo indicadores de desempenho da própria Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), as companhias distribuidoras seguem recebendo as benesses de um capitalismo sem risco.

Nos últimos anos as empresas dependeram de repasses do Tesouro Nacional e de aumentos tarifários bem acima dos índices inflacionários, o que lhes garantiu lucros líquidos e dividendos excepcionais aos seus acionistas, quando comparados com a realidade do país.

Tudo para garantir o malfadado equilíbrio econômico-financeiro das empresas, como rezam os “contratos de privatização”. Em nome deste artifício contratual, as empresas têm garantido até a possibilidade de reajustes tarifários extraordinários.

O que se verifica na pratica é que, mesmo com a qualidade dos serviços prestados se deteriorando, os reajustes nas tarifas aumentam seus valores abusivos, beneficiando empresas ineficientes que deveriam ser cobradas e punidas, e não premiadas.

Sabendo-se que o setor elétrico tem como ingredientes um modelo mercantil, uma privatização “sem riscos”, dirigentes incompetentes, decisões autoritárias e antidemocráticas, além da notória falta de transparência, o resultado no bolso do consumidor não poderia ser diferente.

Com a sede nacional em Minas Gerais, atuando em 11 Estados brasileiros: Minas Gerais, Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre, atendendo a 7,7 milhões de clientes, alcançando 20 milhões de pessoas, distribuindo 10% da energia elétrica do Brasil, em 862 municípios, usando o meio público para oferecer serviços de fornecimento de energia elétrica, a Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A., é alvo de muitas reclamações e das Comissões Parlamentar de Inquérito (CPIs) da Energisa, criada em 4 Estados no qual atua.

As queixas contra a Energisa Mato Grosso são todos eles em sua maioria sobre aumentos abusivos, cortes sem notificação e desrespeito as leis estaduais, aos cortes serem efetuados nos finais de semana.

O pior é que muitas pessoas doentes e idosas, tiveram sua energia cortada.

A Energisa vem cometendo os maiores crimes, contra a economia das famílias, estabelecendo cobranças que são verdadeiros assaltos ao bolso do consumidor.

Entretanto, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), acordou e instalou a CPI da Energisa, que, mesmo não tendo poder de punição, pode realizar uma profunda e abrangente investigação, para esclarecer os fatores que estão onerando as contas de energia elétrica e gerando prejuízos significativos para toda a população e o setor produtivo de Mato Grosso.

A CPI da Energisa precisa identificar os responsáveis pelos abusos e encaminhar as conclusões para os órgãos responsáveis como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Ministério público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE).

Uma das primeiras providências que a CPI da Energisa precisa tomar antes das oitavas é a checagem dos termos do contrato de concessão, para verificar se a Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A., atende as exigências colocadas na regulamentação do setor definido pela Aneel.

Outra questão que precisa ser investigada é a falta de transparência da Energisa, na relação com os consumidores, eliminando o atendimento presencial, substituto por Call Center, localizado fora do Estado e a omissão de informações sobre as perdas não técnicas cobrados nas contas de luz; além de informações gerais aos consumidores.

Oitivas

Na última terça (19), foram entregues vários documentos para os técnicos da CPI da Energisa, com denúncias e assinaturas relatando as deficiências dos serviços que a Energisa Mato Grosso, tem prestado a sociedade mato-grossense.

Na oportunidade, os membros da CPI da Energisa, aprovaram os primeiros nomes das oitavas são eles: Dilon Caporosi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanos do Estado de Mato Grosso (STIU-MT), para o dia 26 de novembro às 14 horas.

E, a secretária adjunta do Procon-MT, Gisela Simona, marcado à oitiva para o dia 5 de dezembro as 16 horas, ambos na Sala das Comissões, segundo piso Casa de Leis.