Comissão de Ética cassa mandato de Abílio Junior

O relatório final com mais de 40 paginas referente ao processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar foi apresentado pelo vereador Ricardo Saad (PSDB), o qual o social cristão vem respondendo desde outubro do ano passado foi lido durante reunião extraordinária da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Cuiabá.

Durante a reunião na Câmara Municipal de Cuiabá, os vereadores que fazem parte da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar votou a maioria deles pela cassação do mandato do vereador Abílio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Júnior, do PSC.

Ele foi alijado do mandato de vereador em Cuiabá, agora será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois será voto aberto em plenário.

O relatório foi aprovado pelos membros do grupo. Diante disso, foi encaminhada a presidência da Casa de Leis para devidas providências.

Ricardo Saad em seu relatório que foi apresentado e lido na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, afirma que as acusações são calúnias, e que o vereador acusado pelos companheiros de parlamento e não apresentou provas, denegrindo a imagem dos colegas, os classificando como bandidos.

A defesa do vereador Abílio Júnior não teve direito à fala, no entanto, após o fim da reunião afirmaram à imprensa que entrarão com mandato de segurança.

Não há dúvidas do delito cometido, pois mesmo sabendo que os fatos não eram verdadeiros, caluniou contra eles com a única intenção de ofender a honra dos vereadores. Sem levar em consideração os familiares, os tachando como bandidos. Um total desrespeito aos cuiabanos“.

Ao lado de seu colega de oposição, Diego Guimarães, o parlamentar cuiabano iniciou uma intensa discussão com os membros da Comissão de Ética, acusando os vereadores Toninho de Souza e Ricardo Saad de trabalharem pelos interesses políticos do prefeito Emanuel Pinheiro.

Isso já era esperado. Toninho de Souza mostra a que veio: atrapalhar a CPI do Paletó, atrapalhar o vereador Abílio, que é uma pedra no caminho do prefeito. Não apresentou provas. Se justificou num vídeo onde eu falo que já me ameaçaram e ameaçaram mesmo. Se eles acham que isso é motivo para cassar meu mandato… Isso tem claro interesse político”.

Abílio Júnior disse que vai recorrer judicialmente da decisão da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar que aprovou, por unanimidade, o relatório que propõe a cassação do seu mandato.

Conforme o rito regimental, o presidente do Legislativo Cuiabano, vereador Misael Oliveira Galvão (PTB), deve encaminhar o documento para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que terá 15 dias úteis para emitir parecer a cerca do relatório.

Somente após cumprir todos esses tramites é que o processo será remetido para votação em plenário.

O processo de cassação contra Abílio Júnior foi instaurado no Parlamento Municipal após representação apresentada pelo ex-vereador Oseas Machado.