Crianças venezuelanas pedem esmolas para sobreviver?

Me dá uma ajuda”, “uma pratinha”, “uma merendinha”.

Com estas frases muitas crianças ficam na rua para aumentar a renda adquirida pelos pais com as esmolas. Em parte dos casos, são acompanhados principalmente pelas mães ou vizinhas, passam o dia em um local da cidade escolhido pelo adulto e não estudam. Há também aquelas que saíram de casa, trocam o que apuram por drogas como crack e loló e moram na rua.

Quantas são? Quem são? Por que elas abandonaram a casa, a família?

Você também já se fez essas perguntas diante de uma criança de rua.

É muito comovente, importante e chegou de ser tema de uma reportagem especial do Jornalista Marcelo Canellas da Rede Globo de Televisão em 2013 abordando o assunto.

Acho que viver na rua é você sentir na pele que você não tem mais nada, que você tá no fundo do poço.

Não há uma única grande cidade brasileira que não conviva com essa vergonha. Elas saem das suas comunidades e vêm refugiar-se nesse grande campo de refugiados que são os grandes centros das cidades.

Crianças venezuelanas, principalmente indígenas da Etnia Warao, representam a maioria dos imigrantes em situação de mendicância na cidade mato-grossense.

A esmola é o que mantém a pessoa na condição de rua. E é um direito das pessoas viverem em outra condição, de dignidade. Além de não ajudar, a prática atrapalha o trabalho de quem tenta tirar as crianças das calçadas“.

Atualmente, embora as famílias ganhem cerca de R$ 200 do governo federal para que deixem de vender produtos nas ruas, há quem prefira continuar perambulando porque ganha mais nas esquinas.

Mudar a cultura é o desafio. a prática de dar esmolas foi herdada da tradição católica, mas acabou introjetada no país como uma política de Estado. Em vez de investir em Educação de Excelência, como fizeram países europeus no Século 17, o Brasil manteve a tradição colonial e preferiu apostar em soluções paliativas e programas assistenciais para enfrentar suas mazelas. O próprio Bolsa-Família seria uma Esmola do Estado, e não uma ajuda efetiva.

Quem dá esmola só pode esperar um benefício pessoal, a vida daquela pessoa não vai melhorar com uma moeda de R$ 0,50?“.

No Estado de Mato Grosso, é cada vez mais comum observar famílias com crianças de colo e cartazes pedindo esmolas nas ruas do município de Cuiabá.

Hoje a maioria principalmente são grupos formados por venezuelanos que ficam concentrados em semáforos próximos a shoppings.

O Estado de Mato Grosso tem recebido muitos venezuelanos desde 2018. Só em 2019, foram mais de mil.

Entre os venezuelanos que estão chegando ao Estado, são indígenas da Etnia Warao, do nordeste da Venezuela. E segundo eles, o motivo da mudança de país é a fuga do caos econômico e político.

O Ministério Público Estadual (MPE) já tem consciência da presença destas crianças nas ruas, e informou que tem orientado os conselheiros tutelares para abordarem as famílias, pedindo para que não levem os filhos para a rua.

A população indígena representa o maior número de imigrantes que recorrem à mendicância em Cuiabá.

Crianças de diversas idades passam o dia entre as ruas e as redes armadas em acampamentos improvisados por essas populações. Os adultos da tribo informaram que a dificuldade de comunicação e a falta de documentos, aliadas ao preconceito, dificultam a busca por emprego.

Em Cuiabá, existe apenas um abrigo que acolhe venezuelanos, no entanto, já se encontra em estado de lotação. Durante as festas de fim de ano, o abrigo registrou uma fila de espera extensa que fez com que alguns tivessem que dormir na rua devido à falta de vagas.

Dar ou não esmola?

Em 2006 a Prefeitura de Cuiabá chegou de fazer o lançamento de uma campanha sugerindo que a resposta do cidadão comum abordado fosse “NÃO”.

A campanha Não Dê Esmola, Dê Cidadania foi o resultado de uma investigação da Prefeitura de Cuiabá naquela época sobre a população de rua da Capital de pessoas que estavam na mendicância em Cuiabá, entre adultos e crianças.

Minha opinião

Há muito tempo que eu penso sobre essa questão.

A verdade é que andando pelas ruas, principalmente do centro de Cuiabá, a cada 100 metros tem uma pessoa pedindo esmola. Às vezes, nota-se que são pessoas de boa forma física, jovens, porém sujas e vestidos com roupas de mendigos para impressionar as pessoas a qual estão pedindo.

Tomei conhecimento que existem abrigos para mendigos, bem como nas principais cidades do Brasil, mas pergunta se os mendigos gostam desses abrigos? Claro que não. Lá eles tem que tomar banho, dormir cedo e acordar cedo, pois cedinho eles tem que voltar para a rua. De uma certa forma, eles não gostam de disciplina, ninguém gosta, ainda mais quando é imposta. Então, eles preferem ficar na rua, pois dormem onde querem, à hora que querem, e podem fazer o que quiser.

Quando você fala sobre trabalho a um desses pedintes, o que você acha que seria a reação deles? Experimentem, pois eu já experimentei. É como se fosse uma ofensa.

E agora…você vai continuar a dar esmolas?  Ou dar dignidade!