Dificuldades com Assembleia Legislativa e desafio eleitoral, devem marcar segundo ano de Mendes

No ano em que os eleitores voltam as urnas para eleger: Senador, Prefeitos e Vereadoras, mais ainda, Olimpíadas, Copa do Brasil, Série B e grandes shows para a Capital, no quinto dia de 2020, o povo mato-grossense já teve uma sinalização, como será o movimento da política.

O ano político não será tranquilo: muitas discussões, confusões sem fim, a forte polarização que tomou conta do cenário político no último ano continuará.

Porém nem tudo está perdido! Apesar de ser um ano difícil para alguns políticos, será a chance da população sair da zona de conforto e aprender a usar sua criatividade para mitigar ao menos os diversos problemas que afetem diretamente suas vidas, mesmo aqueles que sejam de total responsabilidade do governo.

Afinal o poder de transformador que vai ocorrer em 2020, será de muita importância para as pessoas, uma vez que a força interior de cada um fará, com que despertar ideias e projetos.

Apesar de que não há política organizada, em torno de ideias. Há confusão generalizada, que ganha repercussão nos meios de comunicação.

Mauro o que te espera em 2020

O ano “Novo” para o governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata (DEM), começa trazendo consigo a bagagem do final de 2019. Em meios a avanços e entrega de obras, o Governo de Mato Grosso tem problemas a resolver.

Ainda sem bater o martelo, na questão de 2 eleições, o Blog do Valdemir, vai discorrer alguns desafios ao governo em 2020, que vai refletir diretamente na entrega de serviços à população.

Assembleia Legislativa

A expectativa entre Governo do Estado e Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), estão divididos. O Palácio Paiaguas acredita no amadurecimento da relação e prevê um ano mais produtivo, sob a ótica de convivência.

Entre parlamentares, alguns acreditam na maturação do relacionamento, outros, em mais cisão.

O cenário que se avizinha vai impor desafios para ambos os lados, sobretudo em decorrência das eleições municipais.

E é do conhecimento de todos que a Assembleia Legislativa, por tradição, só funciona no primeiro semestre ou depois das eleições municipais de outubro. No plano de agenda legislativa, ela fica bastante prejudicada, principalmente no período de julho até o final de outubro.

É a temporada que os deputados estarão se movimentando para a eleição de prefeitos, porque eles dependem em 2022 de terem prefeitos aliados.

E por ter já conhecimento, o Executivo atuará para inserir mais pessoas na articulação técnica, a fim de melhorar, a comunicação de matérias. Ao encaminhar um Projeto de Lei, Medida Provisória, o Governo vai trabalhar para explicar os motivos, tirar dúvidas e focar na necessidade de aprovação na tentativa de convencer os deputados.

A meta é manter o que vem sendo feito, mas com mais presença do Paiaguas nas pautas (neste momento não existe nenhum indicativo de mudança de liderança do governo).

Com base na vivência de 2019, o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, sabe com quem pode contar e com quem não.

Para o cientista político João Edsom esse é um diferencial que facilitará a governabilidade o governo não vai iniciar dia 7 de janeiro, naquela expectativa, se o partido tal vai ser da base. Partido tal vai votar com o Governo. O Executivo já tem noção de quem vota com o Governo e quem não vota, quem, na última hora, levanta algum tipo de problema para poder, ter a atenção do governo ou não“, pontuou João Edsom.

Reforma da Previdência

A aprovação das mudanças na Previdência vai enfrentar dificuldades políticas: cutuca o vespeiro dos interesses do funcionalismo público. Categoria que historicamente tem grande capacidade de mobilização.

A realidade nua e crua é que: geralmente a Assembleia Legislativa, em ano de eleição, gosta de distribuir bondades. Gostam de tentar acarinhar o eleitor, e os deputados precisam fazer isso. Hoje eles não têm certeza de suas reeleições.

Nota da redação

Alguns deputados precisam saber que 2020 é ano de amadurecimento e, entender como a relação pode funcionar, como diz à própria Constituição, harmônica, mas independente.

A expectativa da população mato-grossense é que haja essa relação entre os Poderes. Apesar de que há, no entanto quem faça outra avaliações, colocando em xeque a possibilidade do amadurecimento do diálogo, acreditando que o relacionamento continuará desgastado.

E o governador Mauro Mendes precisa encontrar a melhor sintonia do diálogo com o Legislativo. Caso a articulação não funcione, dependerá muito de uma melhora da economia para tocar a ampla agenda e manter a pauta de um jeito ou do outro.

Como já informamos, o Governo do Estado costuma ter a seu favor o apoio popular no primeiro ano de mandado, um elemento chave para induzir a Casa de Leis a apoia-lo.