“Dor Crônica”; MT institui campanha de prevenção e combate

Iniciativa é do deputado Botelho e está amparada pela Lei 10.974/19

A dor é uma sensação desagradável localizada em alguma parte dor corpo, que costuma ser provocada por algum dano aos tecidos, como um corte, queimadura ou inflamação, ou por estímulos do sistema nervoso, podendo ser influenciada, também, por questões emocionais, já que situações como ansiedade e depressão têm importância para a intensidade e duração da dor.

A Dor Crônica é aquela que persiste por mais de 3 meses, apesar de haver controvérsias, pois algumas fontes afirmam que esse tipo de dor só é considerado quando persiste por mais de 6 meses ou quando é causada por doenças que não têm cura.

Quando a Dor se torna Crônica, geralmente, indica que há disfunções no sistema nervoso ou nas fibras nervosas do membro afetado e, geralmente, surge em associação com uma doença crônica, como artrite reumatoide, artrose da coluna ou dos joelhos, fibromialgia ou câncer, por exemplo. Nesses casos, a dor é tão impactante que deixa de ser apenas um sintoma, e passa a ser considerada também como uma doença.

Pensando em amenizar a rotina de milhares de pessoas que convivem com Dor Crônica, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), criou a Lei 10.974/19 que institui a Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Dor Crônica em Mato Grosso.

Publicada no Diário Oficial no último dia 25, a nova Lei prevê a campanha no âmbito da rede pública estadual de Saúde, com apoio de especialistas da iniciativa privada.

Dessa forma, a campanha deverá promover ações de diagnóstico e tratamento da Dor Crônica nas unidades de Saúde; criar sistema de acompanhamento e gerenciamento de informações sobre o paciente, através de um cadastro específico; capacitar profissionais da área da saúde, inclusive, equipes de Saúde da Família, clínicos gerais, algologistas, acupunturistas, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros especializados. Oferecendo cursos, treinamentos, seminários e estágios para atendimento, diagnóstico e tratamento de pacientes.

Além disso, determina a realização de exames para detectar a Dor Crônica e direcionar o tratamento adequado, ainda no estágio inicial; desenvolver pesquisas sobre o tema, visando à melhoria da qualidade de vida do cidadão, por meio de convênios com universidades e hospitais universitários; criar campanhas educacionais sobre a Dor Crônica, sintomas, tratamento e locais de atendimento.

Outro grande avanço se refere à ampla divulgação sobre o tema através de cartilhas e folhetos; divulgação dos endereços das unidades de atendimento; bem como a firmação de parceria com entidades privadas. O Governo do Estado terá 90 dias para regulamentar a nova Lei.

Botelho destaca que a Dor Crônica tem sido para muitos um verdadeiro fardo, que se torna impossível de carregar. Normalmente se inicia de um problema aparentemente simples, mas que se torna de difícil solução com o passar do tempo, levando os pacientes a sérios problemas, que vão do isolamento social a até mesmo a tentativa do suicídio.

A estimativa da Organização Mundial de Saúde, é que aproximadamente 30% da população mundial sofre com a dor crônica. Alguns especialistas determinam que para que a dor seja considerada crônica, ela deve persistir por pelo menos seis meses, entretanto, outros consideram crônica a partir do momento que ela persiste mais tempo do que o normal para curá-la. O caminho mais indicado é a mudança no estilo de vida, desde os aspectos nutricionais, com uma dieta balanceada, até as atividades de lazer, mantendo uma vida mais ativa saudável.

Apesar de ser um problema de difícil solução, a dor crônica pode ser cuidada e administrada de maneira saudável. Mesmo quando não é possível encontrar uma cura definitiva para o problema, é sempre possível buscar melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Esta lei poderá ajudar muito nessa questão”, afirma Botelho.