É Política ou Politicagem dos Partidos Políticos?

Política é um exercício de poder de um homem sobre outro homem, quando se busca utilizar do poder para defender os direitos de cidadania e do bem comum, “Politicagem” são atos inescrupulosos, que visam o benefício próprio e não a coletividade, são ações de politiqueiros que querem se dar bem às custas do povo.

Os partidos políticos existem para alcançar o poder” (ULYSSES GUIMARÃES)

Logo após a ditadura militar várias agremiações partidárias foram criadas, outros que estavam na clandestinidade voltaram a funcionar de forma legal. A Constituição promulgada de 1988 permite em seu Art. 17, a criação, fusão, incorporação ou extinção de partidos políticos, tais entidades também são regulamentadas pela Lei 9.096/95.

Atualmente, conforme sitio do TSE, até o dia 13/10/15 havia 35 partidos políticos registrado no Tribunal, tendo esse número alarmante de partidos registrados, beira a pergunta, as intituladas agremiações contribuem ou geram prejuízo para o cidadão brasileiro?

Diante disso, é bom que possamos diferenciar política de politicagem.   Política é um exercício de poder de um homem sobre outro homem, quando se busca utilizar do poder para defender os direitos de cidadania e do bem comum.

Politicagem são atos inescrupulosos, que visam o benefício próprio e não a coletividade, são ações de politiqueiros que querem se dar bem às custas do povo.

Partidos tem por essência contribuir para o desenvolvimento intelectual, político e econômico, adotando posicionamento democráticos, alguns com ideologias arcaicas, que só servem para preencher folha de papel que, nem ao menos são cumpridos por seus filiados e dirigentes, outros carregam doutrinamentos demagogos para preencher discursos vazios.

Contudo, com a decepção política vivida em tempos obscuros como agora, os partidos políticos perderam sua essência, não praticam suas verdadeiras ideologias, usam a agremiação partidária para realizar negociatas e malandragem, trabalham por interesses individuais e esquecem do coletivo.

Prova disso, primeiramente foi a chamada “janela partidária” que permitiu a troca de partido para parlamentares que ocupam cargos eletivos sem a perda de seus mandatos, o que distorce a legislação oficial. Tal pratica feita por eventuais parlamentares demonstra falta de caráter e infidelidade tanto para com seus partidos como para sociedade, praticam o jogo sujo para se manterem no poder e demonstram que de fato, nunca carregaram consigo suas ideologias apenas discursos demagogos.

Outro ponto que é relevante destacar e que ao meu ver é uma afronta com o contribuinte brasileiro, o chamado fundo partidário que é um direito constitucional, consolidado no Art. 17 CRFB/88 que garante a todos os partidos uma quantia elevada as variados agremiações com registro valido no TSE, o valor Se divide a porcentagem de acordo com a representatividade que se tem na câmara federal, e por mais difícil a crise que estamos passando, em 2015 os intitulados partidos receberam em suas contas bancarias quantias significativas, bem mais do que receberam no ano anterior de 2014, o que por sinal é revoltante para o cidadão brasileiro ter que sustentar uma classe política mais cara do mundo.

Dentre os partidos políticos que mais lucraram em cima do fundo estão tanto da oposição como da base de governo.

A manobras partidária acontece paulatinamente nos bastidores do poder, presidentes partidários sejam eles nacionais ou regionais carregam consigo a ganancia do monopólio para não perder sua cadeira de “dono de partido”, praticam o sistema imperial e vitalícios em suas presidências detendo sempre o poder para o seu benefício.

O fato é que a classe política perdeu sua credibilidade perante a sociedade e os partidos políticos são os principais protagonistas diante dessa farsa corrupta que assola diante da nossa nação.

Portanto, é necessário por fim no fundo partidário, revertendo esses valores em benefícios sociais, pondo fim também no sistema partidário antidemocrático, fazendo com que essas agremiações possam caminhar com independências financeira, sem tocar no dinheiro público.