Efraim Filho: “Reforma Tributária é necessária para o desenvolvimento do país”

Em evento promovido pela Facmat e a CACB, o deputado detalhou as propostas de reforma que tramitam na Câmara e no Senado e citou uma possível proposta que será apresentada pelo governo federal

Uma palestra sobre o panorama da reforma tributária, com o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB), reuniu diversos líderes empresariais e representantes de entidades ligadas ao comércio do estado, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Efraim, que é presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS), veio a convite da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat) para debater o assunto com os empresários.

O deputado explicou sobre as propostas que tramitam na Câmara, elaborada pelo economista Bernard Appy e apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), e no Senado, feita com base em um relatório do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). Ele citou ainda que o governo federal também apresentará uma proposta, mas que até o momento não foi enviada devido à discussão da Reforma da Previdência.

Há ainda um tempo hábil de espera e o governo diz que não quer misturar as duas reformas, até com receio de perda de apoio”, justificou o parlamentar.

Segundo Efraim, a reforma tributária é extremamente necessária para o país, sendo uma medida que trará o desenvolvimento que o Brasil precisa para voltar a ser grande.

Antigamente se podia dizer que fazer a reforma tributária era uma questão de opção, de escolha. Hoje, já se tem consciência de que o nosso modelo está esgotado, falido, ou seja, é injusto, então não é mais uma questão de opção, é fundamental para o Brasil que a gente reformule o atual modelo. Não adianta fazer remendo em tecido podre, vai rasgar novamente”, enfatizou.

Ele acredita ainda que o maior desafio para a aprovação do texto seja a formação de um consenso entre os colegas parlamentares e se mantém otimista quanto à aprovação da reforma ainda este ano. Em relação aos benefícios, Efraim espera resultados positivos para todos.

Se a reforma tributária for bem feita, é um jogo de ganha-ganha. Todos ganham, ganha o contribuinte em primeiro lugar, ganha o setor produtivo, ganha o governo, porque vai simplificar, desburocratizar e o setor ficará mais competitivo, com condições de produzir ainda mais, e para o governo, o combate à sonegação, com um sistema mais racional”, ressaltou o deputado.

Sobre a iniciativa da Facmat em debater a Reforma Tributária, o parlamentar acredita na importância do diálogo partir exatamente do setor produtivo e chama de herói o empreendedor no Brasil.

Essa talvez seja a grande mudança e o maior desafio que o Brasil precisa enfrentar, valorizando quem produz. Essa mudança cultural que antes apontava para quem empreende, para o industrial, para o comerciante como muitas vezes sendo o vilão da história, hoje se começa a perceber que ele é o grande herói da resistência, porque gera emprego, oportunidade, paga tributo e deve ter voz ativa no momento das decisões de um novo modelo tributário para o Brasil”, concluiu.

O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro, também presidente da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), presente no debate, ressaltou a necessidade urgente da Reforma Tributária.

O Brasil precisa de uma reforma tributária que consiga juntar os mais de 50 impostos que nós pagamos. Em cada estado há uma diversidade muito grande, com diferentes alíquotas”, opinou.

Segundo o presidente da Facmat, Jonas Alves, o evento cumpriu o papel de esclarecer para a população empresarial e também para a sociedade mato-grossense o que tem sido discutido sobre a Reforma Tributária.

A reforma vai impactar em todos os estados e nós esperamos que aqui em Mato Grosso os impactos sejam positivos. Temos uma carga tributária que chega à população em torno de 37% a 46%, e esperamos dos nossos governantes serviços que correspondam, como uma educação melhor, segurança e saúde. Nós temos os impostos, mas não temos a parte dos serviços, e é isso que buscamos, que os serviços sejam retribuídos no mesmo nível”, apontou.

O evento contou a parceria de várias entidades empresariais, entre elas: Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (Amad), Associação dos Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Estado de MT (Acomac/MT), CDL Cuiabá, Sebrae Mato Grosso, Fecomércio MT, Famato, FCDL Mato Grosso, Fiemt e Fenabrave.