Em 2021, déficit na Previdência de Mato Grosso será de R$ 2 bilhões

Sem tropa de choque na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, deverá aprovar uma Reforma da Previdência desejada pelo Executivo.

Importante registrar que emendas, serão apresentadas, afinal os parlamentares, desejam ser protagonista neste projeto.

Alias, o parlamento é uma das principais instituições para entender nosso “despreocupado estado de espírito” com grandes desafios que tem pela frente.

Se por vários motivos, prevalece a ideia de que o Executivo manda, saiba que presidentes, governadores e prefeitos tem poder, mas quem tem mais poder são as Casas Legislativas.

Casas parlamentares tem um Poder extraordinário em nosso país. E, se isso não fica evidente é porque o “Poder de negociação do Executivo” é eficiente o bastante para que não haja crises de governabilidade.

E neste momento, Mato Grosso não aguenta mais e não é justo.

A população mato-grossense, anseia por soluções que desafoguem o Estado dos entraves que submergiram à uma realidade preocupante, resultado em grande parte, da ineficiência da administração pública e da sua vulnerabilidade. Senão vejamos: o MTPREV, Instituto responsável pela gerência dos serviços de previdência dos servidores públicos, diz que o déficit mensal gira em torno de R$ 115 milhões.

Um dinheiro que fica sem cobertura pela contribuição dos servidores e pela parte de complementação do Estado.

O governador Mauro Mendes já determinou a realização de um estudo e, está aguardando esse levantamento que serão questões técnicas e uma Proposta de Lei, para de posse, o governo realize uma análise e encaminhe a Reforma da Previdência, ainda este ano ou no início de 2020.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Eduardo Botelho (DEM), já afirmou que a Reforma da Previdência é um assunto urgente, num curto espaço de tempo.

Nós temos outros assuntos que eu tenho cobrado. Temos uma Previdência com déficit exponencial e que vem crescendo e muito e dentro de dois anos estaremos na casa de R$ 2 bilhões”.

Sou contra qualquer retirada de direitos dos servidores, que já estão sendo muito penalizados por este governo. Mas antes de fazer qualquer análise, precisa existir uma proposta de reforma. Existe uma CPI da Previdência em curso, e é precipitado enviar um projeto de reforma antes da conclusão da CPI.

Segundo o MTPrev, nos próximos anos, 1/3 dos 46 mil servidores concursados na ativa estarão aptos para aposentar, o que significa cerca de 15 mil servidores.

Com este número em 2022, Mato Grosso vai chegar a cada um aposentado, um servidor na ativa.

Atualmente Mato Grosso tem 35 mil beneficiados pela Previdência, sendo 28 mil aposentados e 7 mil pensões por morte.

E tem mais: após a divisão, que já faz um tempinho, 41 anos, 696 servidores aposentados e pensionistas que moram em Mato Grosso do Sul, recebem do Governo do Estado. São 544 pensionistas e 152 aposentados.

Só para registro o governador Mauro Mendes até o momento, nada disse a respeito do aumento da contribuição do servidor. Hoje o desconto do servidor público é de 11% no salário e, o Estado contribui com 22%. Por isso, há um déficit de R$ 115 milhões por mês.

Muitos estados brasileiros seguem no “vermelho no que se refere a Previdência, de janeiro a abril, apenas Amapá, Distrito Federal, Rondônia e Tocantins registraram “saldo positivo” no seu sistema próprio de aposentadoria e pensões, responsável pelo pagamento dos servidores.

Somados os resultados dos 24 estados brasileiros mais o Distrito Federal (DF), o rombo nas contas das previdências estaduais somam mais de R$ 20,9 bilhões, um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período de 2018.

Alguns especialistas procurados pelo Blog do Valdemir, dizem ser preocupante essa situação dos estados brasileiros, é que houve um aumento alto dos salários do servidor na última década, e isso vai impactar as contas previdenciárias nos próximos anos”.

Eles classificam a situação das contas previdenciárias dos Estados como “desesperadora”.

O rombo só tende a aumentar, já que é uma máquina grande que vai começar a aumentar, e com salários altos se comparados aos da iniciativa privada. Tem ainda a expectativa de vida maior. Ou seja, nenhuma conjuntura natural vai melhorar esse déficit”.

Em 2012, 2013, a arrecadação vinha num ritmo crescente. Quando ela começou a se reduzir, as despesas com funcionalismo e aposentadorias aumentaram. Primeiro porque a idade média do servidor público é elevada, de 45 anos. Há boa parte se aposentando todos os anos. E as contratações não aconteceram no mesmo ritmo que as aposentadorias”, explicou um dos especialistas procurado pelo Blog do Valdemir.