Em Assembleia Geral, servidores do Detran decidem aderir à Greve Geral no dia 14 de junho

Após manifestações massivas do #15M e #30M (15 e 30 de maio) nas últimas semanas, trabalhadores e trabalhadoras vão entrar em Greve Geral contra a Reforma da Previdência, no dia 14 de junho.

Movimentos sindicais, populares e estudantis farão a paralisação contra o desmonte de políticas públicas promovidas pelo governo do presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro do Partido Social Liberal (PSL) e contra retrocessos na aposentadoria.

O Projeto da Reforma da Previdência (PEC 6/19) do Governo Jair Bolsonaro começou a ser analisado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

É nesta Comissão em que os 49 deputados participantes discutirão o texto e poderão apresentar alterações. São necessários 25 votos para que a PEC da Reforma da Previdência seja aprovada no colegiado. Sendo aprovado, o texto irá para votação no plenário da Câmara Federal em dois turnos e, após, segue para trâmite no Senado.

Segundo alguns grupos de sindicalistas, na Reforma da Previdência, parlamentares, militares e alto escalão do Judiciário prosseguirão com seus benefícios intactos. 

Deputado Samuel Moreira do PSDB do Estado de São Paulo, relator da Reforma da Previdência na Câmara, estará fazendo novas alterações em seu parecer e, por isso, adiara a apresentação de seu texto do inicio desta semana para esta quinta feira (13).

O governo trabalha com a data limite de 18 de junho para a votação da proposta de Emenda à Constituição da Reforma da Previdência na comissão especial que analisa o texto na Câmara. A partir dessa votação na comissão, a estimativa é de que em até um mês, até 18 de julho, a PEC seja analisada no Plenário da Câmara. Ao contrário de outras propostas do governo, a articulação da Reforma da Previdência está sendo conduzida pela equipe técnica do Ministério da Economia.

Segundo estimativas do próprio governo federal, já existem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência na Câmara.

O governo estima ter entre 320 e 330 votos na Câmara dos Deputados a favor da Reforma da Previdência. Há estimativas até mais folgadas.

Detran-MT adere a Greve Geral

Em Assembleia Geral da categoria no dia 06 de junho, os servidores do Departamento Estadual de Transito do Estado de Mato grosso (Detran/MT) decidiram aderir à Greve Geral no dia 14 de junho contra a Reforma da Previdência que o Governo Federal quer aprovar no Congresso Nacional.

A Greve Geral de 14 de junho foi definida pelo conjunto do movimento dos trabalhadores em todo o Brasil como dia de paralisação unificada contra a Reforma da Previdência, contra os cortes na educação e contra as privatizações.

A Reforma da Previdência representa o desmonte da previdência no Brasil e atinge a todos os trabalhadores. Em todas as regiões do país as mais diversas categorias já decidiram que vão paralisar suas atividades. Dia 14 é dia de ir pra rua defendermos a nossa aposentadoria e o conjunto de nossos direitos“, comenta Daiane Rennerpresidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Transito do Estado de Mato Grosso (Sinetran/MT).

Da redação sobre a Reforma da Previdência:

A Reforma da Previdência terá nova regra de idade mínima do INSS. O trabalhador que está de olho nas regras propostas pelo governo Bolsonaro para a reforma da Previdência enfrenta o desafio de entender três diferentes transições e suas evoluções no decorrer dos próximos anos.

Essas regras foram incluídas no texto da PEC (proposta de emenda à Constituição) para reduzir o dano a quem já está contribuindo ao INSS e evitar que todos, automaticamente, caiam nas idades mínimas de 62 anos, para mulheres, e de 65, para homens.

Se tudo andar bem na discussão da reforma da Previdência, o governo só deve conseguir a aprovação final do texto somente em setembro ou outubro. Essa previsão, porém, ainda é bem provisória. A bancada do DEM já prevê que somente a votação na Câmara fique para setembro.
Portanto, para ter uma ideia de qual será a regra para o seu benefício, o segurado pode começar considerando sua situação daqui pelo menos seis meses.

É um tempo razoável para a regularização de vínculos antigos e até mesmo para entrar em uma regra que, hoje, não seria atingida. É o caso da trabalhadora com 55 anos e seis meses. Se a PEC entrasse em vigor agora, ela não entraria imediatamente na transição que exige 56 anos das mulheres (o tempo de contribuição continua igual ao atual, de 30 anos para elas e de 35, para eles). Em outubro, cumprirá esse requisito e terá escapado da nova idade mínima.

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