Em novembro teremos dias de tirar o fôlego; já se foram 12 “Operações”

Um secretário enciumado, resolveu bisbilhotar a vida da namorada, aí grampeou ela…a galera do grupinho gostou e grampeou mais gente.

Este fato começou em 2014, passou uma história, a cobertura, no qual envolveu até o bicheiro João Arcanjo Ribeiro que planejava um atentado contra os primos: Pedro e PauloPaulo e Pedro.

Em março de 2015, a Gerência de Combate para Crime Organizado (GCCO), sob o comando do delegado Flávio Stringueta, deflagrou a Operação Querubim. No entanto, mais uma vez nada foi apurado que denotasse o envolvimento destas com ameaças à vida dos parentes Paulo e Pedro Taques.

Na época da “operação”, havia uma denúncia de que Taques poderia sofrer um atentando. O nome do denunciante foi preservado na época. Por isso a operação recebeu o nome Querubim e os investigadores atuariam então como anjos protegendo a autoridade.

Foto: Alair Ribeiro

E aí…cabo Gerson Correa Júnior, que conforme o próprio cabo, teria recebido uma mala no escritório de Paulo Taques, contendo R$ 50 mil reais, em sua delação acabou entregando todo mundo que fazia parte daquele grupinho, e aí…..surgiu a Grampolandia Pantaneira.

E já que nesta vida, em cada esquina uma surpresa nos espera, adivinha quem foi a surpresa?

A surpresa ficou por conta do ex-procurador da República, ex-senador, ex-governador e atualmente advogando José Pedro Gonçalves Taques, segundo informações, ainda esta no ninho dos tucanos, que construiu a sua carreira política com base no discurso de luta contra a corrupção, jogou tudo fora, ao assumir o Governo do Estado de Mato Grosso, passando a violar a Lei com objetivos particulares.

O promotor de Justiça Mauro Zaque, que comandou a Secretaria de Segurança Pública em 2015, denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República, afirmando que havia alertado o governador Pedro Taques sobre a existência de um “escritório clandestino de espionagem” por meio de dois ofícios. O primeiro chegou a ser enviado para o Ministério Público Estadual (MPE), mas a investigação foi arquivada por falta de provas.

À época, o governador alegou não ter recebido o documento, que teria sido protocolado na Casa Civil, mas cancelado no mesmo dia e substituído por outro, conforme apontado por auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado.

E nesta segunda-feira (04), em acareação, os coronéis da PM: Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Policia Militar do Estado de Mato Grosso (PM/MT), e Alexandre Lesco, ex-chefe da Casa Militar, mantiveram a afirmação dada em depoimento anterior de que Pedro Taques, ordenou que fossem destruídas os sistemas wytrow e sentinela, utilizados nas interceptações telefônicas ilegais realizadas por militares na Grampolandia.

A delegada Ana Cristina Feldner, que coordena a investigação, afirmou que a acareação, serve bem tirar dúvidas e buscar sanar as divergências entre os depoimentos dos investigados.

Há bastante semelhança nos depoimentos deles (Lesco e Zaqueu). Eles dizem que a ordem teria partido do então governador. Importante dizer que é segundo eles“, disse a delegada.

As investigações ainda prosseguem e nada está fechado, não há uma conclusão de investigações“, pontuou.

Emanoel Figueiredo, advogado de defesa do ex-governador José Pedro Gonçalves Taques, solicitou junto a 11ª Vara Militar de Cuiabá a suspensão do julgamento da Grampolândia Pantaneira, que começou na tarde desta quarta-feira (6).

Em sua justificativa, Emanoel Figueiredo apresentou ao promotor de Justiça Allan do Ó, que coronel Zaqueu Barbosa revelou à delegada Ana Cristina Feldner que o ex-governador deu ordem para que as placas Wytron, utilizadas no esquema de grampos ilegais, fossem destruídas, e com isso, o fato foi omitido durante todo o trâmite processual, o que pode afetar o andamento do julgamento.

O esquema

O escândalo daGrampolandia veio a tona, em 2016 após denúncia do ex-secretário de Segurança Pública e Promotor de Justiça, Mauro Zaque, de que policiais militares e integrantes da cúpula do Poder Executivo, durante a gestão do governador tucano José Pedro Taques, estariam grampeando ilegalmente políticos, empresários e jornalistas, através da modalidade barriga de aluguel.

Diversos secretários de Estado, muitos militares, foram presos devido a investigação. Entre eles o ex-secretario Paulo Taques, o ex-chefe da Polícia Militar, Evandro Lesco, o ex-secretario de segurança Rogers Jarbas.

Nota da redação

A “Grampolandia” vai tirar o sono de muita gente e o ato de irresponsabilidade pode vir a custar caro. A pergunta que fica…qual a consequência prática deste ato arbitrário?

Então…não espere um “novembro tranquilo” em Cuiabá, ao contrário, serão dias de tirar fôlego…não dê as costas aos acontecimentos que estão por vir…as investigações estão avançando.