Energisa esta sendo acusada pela Fecomércio de furtos de fiação e equipamentos elétricos em casas e comércio

O que é furto ou fraude de energia?

Furto de energia é puxar energia diretamente da rede sem a medição do consumo e o conhecimento da Cooperativa. São os conhecidos “gatos”. Fraude é quando o consumidor rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo do seu relógio de energia com o objetivo de reduzi-lo.

O que pode acontecer com quem comete estes crimes (fraude ou furto)?

Ambos são crimes previstos no Código Penal: a fraude no artigo 171 (estelionato) e o furto no artigo 155. A pena para esses crimes é de um a quatro anos de reclusão. Também são cobrados os valores de consumo retroativos referente ao período fraudado e acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o seu fornecimento de energia suspenso, e responder judicialmente pelo crime cometido.

E quando a própria empresa, no caso Energisa do Estado de Mato Grosso, esta “furtando” ou “roubando” dos consumidores cuiabanos, o que acontece?

Bom…… Os furtos de fiação e equipamentos elétricos em residências e estabelecimentos comerciais não são novidades para ninguém. O problema é que há indícios da prática realizada por equipes da própria concessionária de energia no Estado.

José Wenceslau de Souza Júnior presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/MT), solicitou junto ao diretor-presidente da empresa concessionária de Energia Elétrica de Mato Grosso Energisa S/A no Estado de Mato Grosso, Riberto José Barbanera, providências sobre os casos.

O encontro ocorreu na própria sede da Energisa, em Cuiabá, na ultima sexta-feira (04) e segundo o presidente da Fecomercio de Mato Grosso, José Wenceslau, vários empresários do setor do comércio têm levado à entidade, reclamações das más-condutas dos profissionais.

Falo em nome dos empresários do setor comercial e vários deles, independentemente do local onde trabalham, têm sofrido com as ações de criminosos”.

O diretor-presidente da concessionária de energia elétrica no Estado afirma que a Energisa não compactua com tal ato e que as provas apresentadas pelo presidente da Fecomércio/MT ajudarão a solucionar o problema que, infelizmente, é recorrente em Cuiabá e Várzea Grande.

Todas as vezes que denúncias como essa chegam ao nosso conhecimento, a gente trata, avalia e toma as medidas cabíveis”.

Além disso, José Barbanera afirma que a atitude do presidente da Fecomércio José Wenceslau em denunciar atos ilícitos deve ser estimulada e para isso, a Energisa dispõe de e-mail da ouvidoria ([email protected]) e do telefone 0800 65 11 11 para tratar dessas questões.

A gente precisa propagar esse canal de denúncia. O que não podemos é conviver com essas ações”.

Medidores voltam a ficar para dentro do imóvel

Em 1999, Cuiabá e Várzea Grande tiveram fixadas em postes as caixas com medidores de energia e, com o passar do tempo, houve a degradação dos equipamentos, com a ação de vandalismo, inclusive.

José Barbanera explica que para tentar minimizar tais impactos e mitigar a atividade criminosa, desde 2015, recomenda a remoção dos padrões em postes e a sua posterior instalação no limite da via pública até 3 (três) metros para dentro do imóvel com o visor apontado para a calçada.

Para esclarecer mais assuntos de interesse, a Fecomércio/MT e a Energisa planejam firmar parceria na propagação de informação ao consumidor residencial e empresarial.

Precisamos de parceiros, como a Fecomércio, para levar informação verdadeira à população mato-grossense, para desmistificar a geração de energia fotovoltaica, por exemplo”, disse Barbanera, com o aval do presidente da Fecomério/MT.

CPI da Energisa

O requerimento para que fosse realizada a abertura da CPI na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), foi do deputado estadual do partido Democrata Cristão (DC), Elizeu Nascimento, para investigar possíveis irregularidades da empresa concessionária de Energia Elétrica de Mato Grosso Energisa S/A quanto ao aumento abusivo nas contas de energia elétrica nos municípios do Estado, bem como o enxugamento nos quadros de funcionários e a má-prestação dos serviços concessionados.

Nas assembleias legislativas do Acre e de Rondônia, já existem CPIs em andamento para investigar possíveis irregularidades nos serviços prestados pela Energisa.