Liderados por Jayme e Emanuel, G 6 prometem selar acordo, visando eleição ao Senado

Em um momento que a imprensa, assegura fartos espaços para a discussão do tema: eleição suplementar para o Senado, então vamos embarcar.

Quatro meses se passaram desde que o país foi varrido por uma onda, que resultou na eleição de novas lideranças políticas, como o governador Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM).

Todos agora se preparam para um reencontro na disputa que ocorrerá daqui a 100 dias na eleição suplementar.

Os novos personagens, que passaram a coabitar a política mato-grossense, enfrentam os primeiros desafios no poder. Alguns partidos que até então davam as cartas no jogo eleitoral, experimentam tempo de declínio e buscam curar as feridas, se reorganizando.

E neste cenário, podemos visualizar que, na baixada cuiabana, a busca pelo voto promete ser acirrada até o dia 26 de abril.

Diferentemente do pleito para o Senado em 2018, a vaga para ocupar a cadeira da juíza aposentada e Senadora cassada Selma Rosane Santos Arruda, pelo Tribunal Eleitoral do Mato Grosso (TER/MT) no dia 10 de abril por Abuso de Poder Econômico e Caixa 2. A decisão foi unânime (7 a 0), e logo depois pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se concentrará em três candidaturas.

Além disso, Selma Arruda responde a uma reclamação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pede justamente a cassação de sua aposentadoria.

O questionamento é que Selma Arruda usou o cargo para fins políticos. A juíza conseguiu se aposentar em 27 de março de 2018, menos de um mês antes do prazo limite que ela tinha para se filiar a um partido, em 7 de abril.

Evidentemente que alguns candidatos contarão com o apoio de alguns gatos pingados ou desgarrados, nada que tira o foco, pelo menos até a primeira quinzena de fevereiro do grupo denominado G 6, lógico que podemos nos surpreender. O jogo político está chegando ao 1/3 do seu primeiro tempo, os candidatos serão apresentados antes do carnaval.

Grupo G 6

Liderados pelo Senador da Republica Jayme Veríssimo de Campos do Partido Democrata (DEM) e os prefeitos: Emanuel Pinheiro (MDB) e Lucimar Sacre de Campos (DEM), no último dia 9, seis partidos políticos se reuniram para selar acordo, para escolher um candidato, através de pesquisa, para representar a baixada cuiabana, sendo que os suplentes também serão escolhidos do grupo.

Pois bem, o que chama atenção é que as lideranças que participaram: Jayme Campos, Júlio Campos, Lucimar Campos, prefeito Emanuel Pinheiro, deputado federal Nery Geller, deputado federal Emanuel filho, deputado estadual Max Russi, vereador Juca do Guaraná, Nilson Leitão e Neurilan Fraga.

E por um lado o grupo promete trabalhar em prol de uma candidatura do grupo, não faltarão candidatos e adversários lutando para jogar um vai balde frio nesta composição.

É bom ressaltar que o Grupo G 6, começa com o discurso de votar em quem é daqui e a matemática de campanha exige que um candidato faça uma votação expressiva. Agora imagina um candidato com apoio de seis partidos, que terá uma densidade eleitoral de 680 mil votos. Evidentemente que o G 6 saem em vantagem para conquistar a vaga para o Senado.

Senão vejamos e viajamos: em um universo de 2,2 milhões de eleitores, no qual dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), aponta que nas eleições de 2018, deixarão de votar 571 mil pessoas no primeiro turno e que, no segundo turno, somente para votar a presidente 700 mil eleitores não compareceram, podemos concluir: tome cuidado, se a eleição suplementar for igual do segundo turno, sobrarão 650 mil votos para os adversários do grupo do G6.

PS: E agora Mauro? Já que você vai decidir se indicará o candidato ao Senado ou a prefeitura de Cuiabá, em qual vai bater o martelo?