Medidores da Energisa de Mato Grosso marcam mesmo o consumo real?

A CPI da Energisa no Estado de Mato Grosso, pretende ao Instituto de Pesos e Medidas (IPEM/MT), checagem do funcionamento de medidores de consumidores que, denunciaram aumento abusivo nos valores das contas.

Se for igual o Estado de Rondônia, onde o “pau quebrou” entre os parlamentares e a Energisa de Rondonia, no qual há casos de identificação de relógios que marcaram 40% à mais do consumo real, o povo mato-grossense está em apuros. Um verdadeiro assalto em plena luz do dia.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa, deputado estadual Elizeu Nascimento (DC), mostrou à sua preocupação com as contas de energia pagas pelo contribuinte.

Temos denúncias de moradores e comerciantes que teve a sua fatura em média de R$ 500 reais, aumentando 10 vezes mais o valor estimado em R$ 5 mil reais. Eu mesmo na minha própria casa, a média era de R$ 700 reais e chegou a R$ 2.050 reais. Em Campo Verde, fatura de um pequeno comércio, que emprega cerca de 15 pessoas, aumentou de R$ 5 mil para R$ 45 mil reais, não tem cabimento, uma situação dessas“, enfatizou o presidente da CPI.

Grave denuncia contra Energisa

Dillon Caporossi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Mato Grosso (STIU/MT), fez graves acusações na primeira oitiva realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa de Mato Grosso, na última terça-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT). O sindicalista acusou a empresa de diminuir o quadro de funcionários, aumentar o número de clientes e também de colocar a vida dos seus colaboradores e da população mato-grossense em risco.

Caporossi apresentou aos membros da Comissão Parlamentar, que tem como objetivo investigar denúncias de abusos nas contas de energia elétrica, enxugamento nos quadros de funcionários e a má prestação dos serviços oferecidos pela concessionária de energia elétrica de MT, Energisa S/A, dados, através de imagens e documentos, que demonstram uma situação, no mínimo, preocupante para a população de Mato Grosso.

O número de trabalhadores próprios e terceirizados diminuiu de 3.800 para 3.218, conforme consta nos balanços patrimoniais da Empresa Energisa entre os anos de 2014 e 2018, ou seja, 582 trabalhadores a menos.

Nesse mesmo período, a rede de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso cresceu de 114.616 Km para 184.847 km, esse crescimento representa 70.231 km de rede de distribuição a mais.

O número de clientes aumentou de 1.269.581 para 1.403.565, um acréscimo de 133.984 consumidores. O número de trabalhadores suficientes para atender os quadros da empresa seria de 6.129 funcionários. Não foram divulgados dados referentes a contratações pela empresa, no ano de 2019.

OITIVA

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Mato Grosso, Dilon Caporosi, foi o primeiro a ser ouvido pela CPI, no qual jogou farofa frente ao ventilador e expôs a Energisa Mato Grosso – Distribuidora De Energia S.A. em maus lençóis.

Apresentou dados sobre as demissões de funcionários da empresa, no qual contribuiu para o aumento de reclamações sobre a qualidade do serviço prestado pela Energisa em Mato Grosso.

Houve mais de 500 demissões nos últimos meses. Tem mais a Energisa é que pede a ANEEL, aumentar a tarifa de energia 36% acima da inflação“, disse Dilon.

Em seu depoimento Dilon foi enfático ao dizer que:

Tem empreiteira de diretor da empresa que presta serviço a Energisa (Energisa Solução). Tudo que estou falando está documentado. Trabalho com a verdade“, pontuou Dilon, que entregou para a comissão, provas materiais.

A próxima oitiva está marcada para o dia 5 de dezembro, onde será ouvida Gisela Simone do Procon.

Nota da redação

É importante que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa de Mato Grosso, receba informações, como é o trabalho do IPEM. Se faz perícia, se emite laudos é preciso obter as provas de que relógio, marcam muito mais de consumido para responsabilizar a empresa.

A falta de clareza na cobrança da tarifa na energia é um sinal de falta de comunicação da empresa com a população. É preciso que a população consiga entender sua conta, são números difíceis para entender.

Valores abusivos, prestações de serviços de maneira inadequada, não ressarcimento de danos ao consumidor, baixa qualidade no atendimento ao cliente, irregularidades na unidade do consumidor, tudo isso e muito mais, leva a Energisa Mato Grosso – Distribuidora De Energia S.A. ser tema nas CPIs em quatro Estados. Se fosse em um Estado, ainda vai, mas passou pra três, quatro, algo está errado, e não enxerga que não quiser.