Mendes fica atento: briga paroquial pode ser fatal ao seu Governo

Pelo cenário de hoje, cada partido defende candidatura própria, para a eleição suplementar ao Senado, marcada para o dia 26 de abril.

Nos bastidores o governador do Partido Democrata (DEM) Mauro Mendes Ferreira, vem sendo cobrado por parte de lideranças políticas, para a sua posição o mais rápido possível.

De um lado alguns, defendem a tese de candidatura próprio, de olhos nas eleições municipais do dia 4 de outubro (Júlio Campos) e, do outro lado…a briga paroquial do grupo de Otaviano Olavo Pivetta do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Carlos Henrique Baqueta Favaro do Partido Social Democrático (PSD).

Briga paroquial

O que leva a base do Governo do Estado ter vários candidatos?

Motivos muitos, mas vamos focalizar em um que é vice-governador e o outro atual chefe do Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso em Brasília no DF.

Seria força política do DEM? Ou a candidatura de Pivetta seria para barrar um novo apoio de Mendes para Favaro? Isso devido ao fato que transcorreu em 2016, no qual Favaro apoiou o atual prefeito de Lucas do Rio Verde, Luiz Binotti (PSD), que derrotou Pivetta e em 2018, mesmo sendo vice de Mauro Mendes, apoiou a Senadora do Podemos, Selma Rosane Santos Arruda, em retaliação e Carlos Favaro.

Continuando…

E nesse “cabo de guerra”, no qual o Democrata Mauro Mendes, tem três aliados e que pretendem disputar o mesmo cargo, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho, também doo partido do chefe do Executivo Estadual, em entrevista nesta segunda-feira (27), para o Blog do Valdemir disse que:

Estaremos nos reunindo com o governador Mauro Mendes de hoje até amanhã (terça), para decidir a situação dos democratas. Vamos cobrar o posicionamento de Mauro Mendes quanto ao apoio a Otaviano ou Favaro, ou a possível candidatura de Júlio Campos“, disse Botelho na manhã desta segunda.

A verdade é que: o que depender do caminho que o governador tomar será delicado para os possíveis candidatos e desconfortável para o seu partido, o DEM.

Na avaliação do ex-governador Júlio José de Campos, postulante a disputa ao Senado da Republica, o DEM poderá liberar o governador para apoiar seu nome de preferência, por causa da relação estreitas com os três nomes. No entanto admite que a situação possa ser desconfortável se apoio ir para alguém fora do partido.

Eu entendo que a situação dele é delicada. Mas veja bem: ele é figura política maior que terá apoio público para algum candidato. Como ficará a cara do DEM para percorrer o Estado? É uma situação desconfortável“, pontuou e mandou o recado, Júlio Campos.

Nos bastidores, pessoas ligadas do Democrata, comenta que o Mauro tem uma preferência por seu vice Otaviano Pivetta. Mas, publicamente, isto dificilmente será confirmado por ele.

Quando perguntado sobre o assunto (eleitores geralmente de Favaro, são os que mais querem saber), Mauro desconversa e costuma dizer que sempre defende a tese de união. Mauro desvia o foco também quando questionado sobre candidatura do DEM, o governador diz apenas que Júlio Campos tem o direito de ser candidato, mas não responde se, de fato, é uma boa opção.

É inevitável que este tipo de questionamento seja levantado por dois motivos: o atual momento político mato-grossense, em que a eleição para o Senado nunca foi tão debatida e ou o apoio se dará pelo fato da aliança costurada em torno da sua candidatura a governador.

É até compreensível que o governador, que se posiciona em diversos fatos, se omita neste. Afinal poderá perder pontos com simpatizantes ou no mínimo, gerar algum atrito em sua base de apoio.

Enfim, vários pré-candidatos, mas não sabem se poderão contar com o apoio de Mendes. Mas o que dizem os postulantes a uma cadeira ao Senado?

Vamos lá: não sei se terei apoio do governador; ele não se posicionou; sabemos que Mendes tem uma preferência e, alguns já dizem que o governador tem o direito de apoiar quem ele quiser, mas sabendo que o partido dele, cobrará e muitos dirão; fui a primeira liderança a defender o nome de Mauro Mendes, quando ele tinha 3% nas pesquisas. Ninguém acreditava na candidatura dele“.

Resumindo… O grupo político do governador Mauro Mendes, trabalha que tenha um candidato único. Mas se isso não for possível?

Então Mauro vai avaliar as pesquisas para medir a popularidade dos seus aliados, se não aparecer bem, ele deve sepultar de vez e ficará neutro.

E neste jogo, vai restar ao governador Democrata duas vertentes: a da prudência, não apoiando ninguém do seu campo, ou o caminho esta barrado da contenda com os aliados. Como o governador é um ser político e não age por impulso, saberá que caminho tomar no pleito ao Senado.

Três eleições e a eleição suplementar têm reflexos nas municipais, com reflexo em 2022.

Venhamos e convenhamos: saber o que Mauro fará nesta eleição suplementar, é tão difícil de acertar como na Mega Sena.

Nota da redação

Em recente história da política brasileira, um partido passou duas décadas no poder, porque tinha como principal capital a umidade com os aliados. Porém quando deixaram de prestigiar os seus apoiadores…

Mauro Mendes, em um ano já está envolto em brigas paroquiais, que podem ser fatais a unidade. E, numa briga deste porte, só quem tem a perder é quem se encontra no poder.

PS: na política não se planta adversários, se colhe aliados.