“Moro de saias”: Esta movimentado nos bastidores com a “Iminência Cassação” de Selma Arruda

Principais nomes da cena política atual não têm nada a perder em uma provável eleição extemporânea, o que deve ocasionar muitos candidatos.

A Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou pela improcedência do recurso da Senadora Selma Rosane Santos Arruda (Podemos) e consequente manutenção de sua cassação e realização de nova eleição para o posto.

Em longo parecer com 277 parágrafos, ela lembra todo caso envolvendo a cassação de Selma Arruda e destaca que a senadora usou em 2018 quase a mesma quantia declarada com atividades antes do período eleitoral, o que descompassou o pleito com os outros candidatos.

Para a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Senadora Selma Arruda deve deixar imediatamente o cargo e novas eleições para o Senado devem ser convocadas no Estado. A posição está em parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a admissão de recurso da ex-juíza contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que a condenou por Caixa 2 e Abuso de Poder Econômico e decretou a perda do mandato da Senadora.

A possibilidade de já na semana que vem Mato Grosso ter a definição de que uma nova eleição para o Senado Federal se avizinha no horizonte, tem movimentado a cena política.

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) se prepara para fechar questão de apoio em um nome, provavelmente a do presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho, do Partido Democrata (DEM), enquanto isso os maiores nomes atuais da política devem entrar também na disputa que deve ser acirrada.

Uma provável candidatura poderá acontecer, a do ex-governador, ex-ministro e ex-senador da República, Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP), venha surgir com favoritismo, a verdade é que ninguém perderá nada de entrar no pleito.

Os deputados estaduais, federais, demais lideranças, prefeitos que já estão em segundo mandato e até vereadores que conseguirem a garantia partidária da candidatura não perderão nada em investir seus nomes nas urnas.

Como bem se sabe, três caminhos são possíveis a partir da sessão do próximo dia 3 de dezembro, dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ou o a corte maior valida a condenação da Senadora eleita pelo Partido Social Liberal (PSL), e por desentendimento com membros da sigla, se filou no Podemos, Selma Rosane Santos Arruda e de toda sua chapa por crime eleitoral, seguindo o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) ou reverte o mérito, o que parece bem improvável.

A expectativa realista da defesa é que algum ministro peça vistas, o que adiaria a definição para 2020 e daria sobrevida a parlamentar.

Se confirmada a condenação de Selma Arruda, a tendência é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marque eleições imediatas em um prazo de três meses, garantindo o mínimo possível de prejuízo representativo ao Estado. O terceiro colocado no pleito de 2018, o presidente do Partido Social Democrático (PSD), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), tenta uma manobra inédita para ficar temporariamente com a vaga até o resultado das urnas, mas tem pouca chance de conseguir.

Imaginando o pior dos cenários possíveis para Selma Arruda, além de Blairo Maggi o eleitor deve ter como opção o nome de Nilson Leitão (PSDB) e até do ex-governador, Pedro Taques (PSDB), que deve mudar-se para o partido CIDADANIA para entrar na disputa. Nelson Barbudo (PSL), deputado mais votado para o cargo de deputado federal, em 2018, é outro que deve confirmar investida.

O ex-senador, atual deputado federal e vice-líder do Governo de Jair Messias Bolsonaro, hoje sem partido, na Câmara Federal, José Antônio Medeiros, e líder do partido em Mato Grosso, (Pode/MT), é outro que pode pintar como opção ao mato-grossense, bem como o ex-deputado federal, ex-prefeito de Rondonópolis e líder do Republicano, Adilton Sachetti.

Este último, porém, pode acabar compondo apoio a Blairo Maggi, assim como Carlos Fávaro, em uma provável união de forças do setor do agronegócio em uma única candidatura.

A esquerda também deve apresentar seus nomes, como a já carimbada candidatura do Procurador Mauro Cesar Lara Barros (PSOL) e algum nome do Partido dos Trabalhadores (PT), provavelmente o ex-deputado federal, Carlos Abicalil (PT), que viria com relevância agregada com o provável apoio próximo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), que ocioso após sair a cadeia deve vir ao Estado de Mato Grosso para tentar emplacar um nome. – (Com noticiasdematogrosso).