Na política tudo acontece! Até dia 11 de março nas convenções para eleição suplementar

A prática de atividade política é mesmo dinâmica. O adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã. E essa máxima pelo menos será vista na disputa suplementar 2020.

Algumas lideranças políticas que viveram as turras em eleições passadas estarão juntos no mesmo palanque na eleição do dia 26 de abril: Carlos Favaro, Júlio Campos e Nilson Leitão.

Pode ser a crise financeira que o país enfrenta, pode ser também a crise política… (há sim uma crise instalada, no qual vai começar a aparecer à partir da eleição suplementar).

Prestem atenção, os obstáculos que serão criados para engessar o Governo Mendes.

Já que estamos cientes que na política tudo acontece, vamos para os bastidores do pleito de abril, que esta movimentado. É impressionante a capacidade de admitir parceria entre os que até pouco tempo eram adversários e, chamar de adversários os que eram parceiros de primeira hora, e, assim caminha a comunidade política em ano de eleição, tudo pode, se o objetivo do poder for alcançado.

Águas de março

As convenções dos partidos que pleiteiam concorrer a uma cadeira do Senado, ocorrerá até a primeira quinzena de março.

Os Democratas já marcaram para o dia 11 e, até lá as águas estarão em verdadeira ebulição.

Júlio já se reuniu com os pré-candidatos Carlos Henrique Baqueta Favaro, cacique no Estado de Mato Grosso do Partido Social Democrático (PSD), e o tucano Nilson Aparecido Leitão, o mais bem colocado nas pesquisas encabeça a chapa e os demais a suplência.

Enquanto isso na Capital Federal…

Em Brasília, pediram para o deputado federal do Podemos, José Antônio dos Santos Medeiros, compor com o DEM, oferecendo a primeira suplência da chapa para o ex-governador Júlio Campos. Medeiros recusou.

Porém o pessoal do Palácio do Planalto não gostou e, assim…

O sonho impossível

O deputado José Medeiros, vice-líder do Governo Bolsonaro na Câmara Federal, está com a faça, entretanto está lhe faltando o queijo, para saborear e consolidar sua candidatura ao Senado.

Apesar de não manter uma boa relação com o seu líder no Podemos, Álvaro Dias, o parlamentar mato-grossense José Medeiros, sabe muito bem que o queijo está com o pedetista Otaviano Olavo Pivetta.

Em síntese: Medeiros tem adesão de Bolsonaro, mas não tem do seu próprio partido em âmbito nacional e, Otaviano após a eleição suplementar vai se ingressar no Podemos, com as bênçãos de Álvaro Dias e Selma Arruda.

Dobradinha a vista entre Pivetta e Medeiros ou vice versa, se ficar no Verde, Medeiros ganha um ministério e Pivetta assume a cadeira no Senado.

Nota da redação

Na vida familiar, social, profissional, podemos ter adversários e até inimigos. O mesmo ocorre na política. As instituições democráticas são as formas mais desenvolvidas de convívio político, exatamente porque institucionalizam o conflito ao tempo em que fixam os seus limites.

O pluralismo, a liberdade de organização política e os direitos individuais, os direitos das minorias, as eleições periódicas, são todas instituições que legitimaram o conflito e o mantêm dentro dos limites que, respeitam os direitos dos cidadãos.

Então o Blog do Valdemir questiona: o que são as eleições, senão um conflito limitado entre adversários com regras claras e explícitas para definir quem vence?

Na política democrática então como regra, o conflito ocorre entre adversários, na verdade, é comum dizer-se que, “os adversários estão em outros partidos, os inimigos estão no partido“.

É um erro de graves consequências, tratarem adversários como inimigos e, inimigos como adversários: os primeiros poderão acabar tornando-se inimigos e inimigos e os segundos não mudarão seus sentimentos.

As “Leis do Poder” ensinam que, não se deve tentar mudar os inimigos, porque eles não mudarão. O que compete fazer é tentar controla-los, para evitar que o prejudiquem, porque mil amigos não são suficientes, um inimigo é. Afinal não existe inimigo inofensivo.