Na terra de Rondon tem gerado sonhos, ilusões, holofotes e surgindo especulações

Nesta ultima quarta-feira (10), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) cassou os mandatos da Senadora eleita pelo Partido Social Liberal (PSL) Selma Rosane Santos Arruda, e do suplente da vaga, Gilberto Possamai, segundo a Justiça Eleitoral por omitirem informações sobre o valor de R$ 1,2 milhão na campanha de 2018 para o Senado da Republica, que acabou sendo configurando como “Caixa 2” e abuso de poder econômico.

Pedro Sakamoto se manifestou a favor da perda do mandato da parlamentar ao apontar que ela gastou e não declarou à Justiça Eleitoral o montante de R$ 1,2 milhão. Não houve qualquer registro desse gasto na contabilidade oficial de campanha. O desembargador também determinou nova eleição para o cargo.

O voto do desembargador foi acompanhado por todos os magistrados que compõem o Pleno do TRE. O gasto omitido por Selma Arruda corresponde a 72% das despesas feitas pela parlamentar durante a campanha.

Saiu em larga vantagem em relação aos outros candidatos, ferindo o princípio da isonomia“, declarou o relator.

Em meio a polêmica envolvendo o julgamento da Senadora Selma Rosane Santos Arruda, com a perda de mandado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a Juíza aposentada, em nota disse que vai recorrer.

Estou tranquila com a decisão proferida pelo TRE de Mato Grosso. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer as instâncias superiores para provar a minha boa fé“.

Esse dinheiro permitiu que ela fizesse esses gastos sem observar a norma prevista na legislação eleitoral vigente“, afirmou o magistrado dizendo que a Senadora do PSL, Selma Arruda recebeu R$ 1,5 milhão em transferências bancárias de Gilberto Possamai, sendo uma em abril e outra em julho do ano passado.

Pedro Sakamoto disse que a Senadora do PSL pagou R$ 550 mil à Agência Genius At Work Produções Cinematográficas LTDA, com cheques nominais, fora do período eleitoral.

É inegável a existência de pagamentos apartados da prestação de contas dos representados, sendo que R$ 550 mil saldados fora do período eleitoral e mais R$ 179,9 mil depois do dia 5 de agosto, totalizando R$ 729,9 mil“.

Examinando os arquivos digitais, armazenamento de dados, é possível constatar que parte considerável foi feita no período eleitoral“, citou ele dizendo que as partes não fizeram nenhum contrato.

O Blog do Valdemir fez um levantamento em processos eletrônicos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Este levantamento tem por base as decisões monocratas e colegiadas. Em linhas gerais esse cenário é o chamado agravo em recurso especial, usado para demonstrar o motivo pelo qual está errada a decisão que negou seguimento ao recurso especial.

Na corte especial, o entendimento ficado é que é decisão agravada não pode ser dividida e, portanto deve ser impugnada em sua integralidade, ou seja, a parte deve fazer a impugnação específica de todos os argumentos.

A repercussão em Brasília é enorme, em seus perfis no Twitter, os Senadores Jorge Kajuru (PSB/GO) e Renan Calheiros (MDB/AL), repercutiram a cassação do mandado de senadora por Mato Grosso.

Enquanto Jorge Kajuru saiu em defesa da Juíza aposentada e culpou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pela condenação.

Sei que os 7 votos foram de Gilmar Mendes do mesmo Mato Grosso”.

Renan Calheiros, cobrou que Selma Arruda seja responsabilizada criminalmente pelo Ministério Público Federal (MPF) e punida com a prisão.

O parlamentar alagoano postou um vídeo dizendo.

A gente fazer a CPI da Toga para impedir a cassação da juíza Selma, que infelizmente aconteceu hoje por decisão unânime, não tem nada a ver e contra fatos não há argumentos e eu tenho visão diferente do Senador Kajuru sobre a Senadora Selma”.

Renan Calheiros prosseguiu afirmando que, caso o Ministério Público Federal (MPF) não comprove a responsabilidade criminal de Selma, ela continuará “no mandato, em liberdade, sem tornozeleira e ainda querendo investigar STF e STJ”.

Na terra de Rondon, a expectativa tem gerado: sonhos, ilusões e holofotes, surgindo especulações com vários nomes para a “possível” vaga para o Senado da Republica com a “possível” condenação de Selma Rosane Santos Arruda.

Senão vejamos:

Carlos Henrique Baqueta Favaro (PSD)
Adilton Domingos Sacketti (PRB)
Gislaine Donato (PV),
Nelson Barbudo (PSL)
Professora Maria Lúcia (PCdoB)
Valdir Caldas (NOVO)
Jose Pedro Taques (PSDB)
Blairo Borges Maggi (PP)
Rodrigo Rodrigues
Nilson Leitão (PSDB)

Perceberam que até o momento, mesmo antes da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dez nomes surgiram, entretanto outros surgirão, mas no fritar dos ovos, o Blog do Valdemir antecipa, somente três nomes seguirão no jogo do pleito eleitoral, são eles: Carlos Favaro, Nilson Leitão e Ludio Cabral, que não vem sendo especulado, porém já conquistou o seu espaço na política mato-grossense.

Mas para que isso aconteça, é necessário é decisão por parte do Tribunal Superior Eleitoral.

Sobre a possibilidade de unir o setor do agronegócio, em torno de um único nome para a senatoria é impossível, assim o setor terá: Carlos Favaro e Nilson Leitão.

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