Não é “racha” e sim “abandono do barco”, motivo: sucessão governamental 2022

A unidade em torno da eleição do governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata (DEM) em 2018, pelos movimentos das pedras não resistirá até o dia 26 de abril.

Apesar de apresentar bons projetos para Mato Grosso e com boa popularidade, alguns recentes e antigos aliados, já iniciaram um processo público de deslocamento, numa fragmentação que tende a se acentuar com a aproximação do calendário eleitoral.

O bem da verdade é que: as eleições de 2018, que marcou a ascensão ao Poder de chamada “nova política“, que reúne grupos políticos com interesses variados, chegou ao Poder sem tempo de preparo suficiente, com pontos difusos e, em alguns momentos, dissonantes, em outros sem agenda alguma.

As desordens ainda se acrescentam a dificuldade de articulação e perfil pouco institucional, que contribuem para ausência de lideranças de crise.

Um exemplo é o Partido Social Liberal (PSL) que se aproveitou de um momento histórico favorável, com um movimento basicamente anti-petista, conseguiram vencer as eleições. Mas muitas das dinâmicas internas, como organização e modo de Governo são problemáticas.

Para o cientista político João Edson, “num momento de tensão eleitoral, ocorre um fenômeno de aglutinação política e tudo fica mais simples. Depois, a vida segue o seu curso normal e surgem as divergências. Isso é acentuado pelo poder, que introduz elementos com a distribuição de prerrogativas“, pontuou.

Segundo o cientista político, as disputas internas dentro do grupo da “nova política”, tem muito pouco de ideológico: são disputas pelo controle da máquina.

E por causa disso, afirmamos que: a conta está chegando, e o horizonte dos que estão abandonando o “barco Mauro”, é a sucessão governamental de 2022.

A primeira grande batalha acontece dentre 90 dias. Esta disputa para o Senado da Republica, será um teste para as forças políticas, verificando a adesão popular ao Governo ou quem deixará o barco.

Vamos pensar um pouco….Há ditados populares que fazem parte do cotidiano da população. Quando o barco está afundando, os ratos são os primeiros a deixar o navio. Essas são frases famosas que ouvimos em nosso dia a dia. São frases antigas, que devem ser levadas em consideração em nosso cotidiano. Haja visto que o ser humano já errou tanto, que aprendeu com seus erros.

Quem não se lembra do 13 de janeiro de 2012, quando o capitão abandonou o Transatlântico Costa Concordia. Uma tragédia que deixou muitos mortos.

O capitão resolveu passar com o navio raspando a praia, mas este afundou.

Também vimos algo parecido, um barco afundou na travessia da África para a Europa, matando muitas pessoas. O capitão também abandonou a embarcação, sem prestar auxílio aos passageiros. O que chama atenção é a covardia de não assumirem seus feitos. O primeiro desviou a rota original. O segundo fazia uma travessia ilegal. E quando o navio começou a afundar, ambos correram como ratos.

Isto faz lembrar as propagandas político partidárias dos últimos tempos. Com a possibilidade real do atual governo vir a sofrer uma derrota, os partidos e políticos de Ceres hora apoiadores do governo estão mudando seus discursos. Ou seja, “abandonando o barco”. Sabem de muitas coisas erradas, são cúmplices.

Políticos profissionais estão “abandonando o barco” que estava navegando em águas tranquilas e com a possibilidade do naufrágio do barco afundar muitos estão abandonando a embarcação, ou melhor, mudando de sigla partidária ou querendo mudar.

Devemos ter muito cuidado ao julgarmos nossos salvadores, podem ser apenas ratos travestidos de bombeiros, ou melhor, de bons políticos.

Bom….quem será o Capitão em toda essa historia……

Nota a redação

As eleições irão favorecer candidaturas personalistas e partidas com capilaridades e estruturas mais consolidadas.

Vantagens para os grupos identificados com pautas específicas: evangélicos, membros da bancada da bala, agropecuária que já tem narrativa pronta e mais facilidade de chegar ao seu público alvo.

É bom registrar que: nem sempre o futuro de uma eleição federal, pode ser prevista a partir da municipal.

Já que estas eleições será o momento de definição, vamos apimentar este recesso parlamentar: no passado recente Blairo Borges Maggi do Partido Progressista (PP) e Jayme Veríssimo de Campos do Partido Democrata (DEM), conseguiram transferir seu capital político e, agora, Mauro ou Emanuel vão conseguir?

É para finalizar: como Mendes e Pinheiro partiram sem escalas de aliados, a inimigos públicos. O prefeito Emanuel Pinheiro não tem poupado ataques ao governador Mauro Mendes e vice versa, provocando aí sim, um racha por onde os apoios do governo escorrem.

Os embates já ultrapassou os gabinetes e corredores da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).