Nuvens “pesadas” e “negras” sobre Abílio Junior

Eu não faço parte disso. Ela vai ter que provar o que está dizendo

O ano terminou e o clima político ainda anda ruim. Piorou nos últimos meses e nada indica que vá melhorar nos próximos dias ou meses.

O que provoca esse “anuviamento” não são as tensões naturais que existem entre “oposição” e “governo municipal”. Nada há de extraordinário nelas…..Estranho seria se vivessem de acordo.

Mas a verdade é que esse anuviamento pesado também esta sobre a cabeça do vereador cuiabano Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Junior”, do Partido Social Cristão (PSC).

Abílio vem travando uma verdadeira batalha contra alguns companheiros de parlamento e também contra alguns secretários da administração do Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

O parlamentar cuiabano Abílio Junior vem sendo destaque semanalmente em vários veículos de comunicação, Radio, TV’s e Jornais de Cuiabá pela sua atuação e atitude dentro do parlamento municipal.

O parlamentar, representante da população cuiabana, tem sido lembrado por manifestações raivosas e atitudes indecorosas em eventos públicos, como na inauguração do Novo Hospital Municipal de Cuiabá, situação que, inclusive, gerou reprovação da alta cúpula da Igreja Assembleia de Deus, da qual o vereador é membro, e chegou de ser acusado de tentar invadir a casa do prefeito Emanuel Pinheiro, e após discussão com um motorista da primeira-dama Márcia Pinheiro, foi levado à delegacia e teve B.O., registrado contra ele.

Outro fato aconteceu com vereador Juca do Guaraná Filho (Avante) quando desafiou o companheiro de parlamento a realizar um teste de demência mental, e ainda propôs que caso o exame garanta que o parlamentar possui sanidade, ele, que ocupa a vice-liderança do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), irá renunciar ao mandato, e acabou em confusão, Abílio revidou Juca e o desafiou a fazer um exame “toxicológico”. Juca partiu pra cima de Abílio e o empurrou e tiveram que ser apartados pelos colegas.

O coronel PM da reserva Leovaldo Sales, secretário de Ordem Pública de Cuiabá, classificou o vereador Abílio Júnior de pior caráter.

Recentemente, o vereador Toninho de Souza, presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, responsável pelo relatório do processo que pede a cassação contra Abílio Junior, por quebra de decoro parlamentar em conversa com jornalistas disse:

O Abílio é uma fábrica de inimigos…político não pode deixar inimigos por onde passa. O Abílio nesse período foi uma fábrica de inimigos“.

Bom….isso além de outras situações inusitadas que aconteceu com o vereador cuiabano com os demais companheiros de parlamento….O bicho pegou na Câmara de Cuiabá.

Agora…, Elizabete Maria de Almeida, servidora do Hospital São Benedito, em seu depoimento junto a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) por mais de 3 horas, disse que foi induzida pelo parlamentar cuiabano, o vereador Abílio Júnior, para prejudicar o prefeito Emanuel Pinheiro.

Elizabete Maria de Almeida contou detalhes sobre uma reunião que teve com o parlamentar no dia 26 de novembro no Hotel Delmond, em Cuiabá. Na ocasião, Abílio estava com 4 advogados, quando teria tentado cooptá-la para acusar o prefeito e a sua base aliada.

A servidora do Hospital São Benedito em seu depoimento disse que nunca esteve na suposta reunião em que teriam definido a cassação de Abílio Júnior em troca de cargos e dinheiro na casa do vereador Juca do Guaraná. Ela também entregou as imagens da suposta reunião com Abílio e o seu celular, que contém vídeos e mensagens que comprovaria a sua versão.

O caso veio à tona em novembro do ano passado, após Elizabete ter relatado em depoimento a Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, que os vereadores da base do prefeito Emanuel Pinheiro se reuniram na casa do Juca do Guaraná (Avante) para negociar a cassação de Abílio Junior (PSC), com pagamento de propina em dinheiro. Um dia após o depoimento, a servidora registrou Boletim de Ocorrência (B.O.).

Diante disso e de todos os fatos que vem ocorrendo, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) denunciou à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o uso político da Defaz por parte do governo do Estado para prejudicá-lo. Pinheiro citou que a transferência dos delegados Anderson Veiga e Lindomar Toffoli da Defaz teria sido feita por ambos negarem a abrir investigação sem o mínimo de provas.

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), requisitou a instauração de inquérito policial para investigar o caso e a suposta participação do prefeito Emanuel Pinheiro.