O perigo do “fogo amigo”

Quem disputa o Governo Estadual, Senado da Republica, Prefeito ou o cargo de Vereador Municipal primeiro tem que sobreviver ao fogo amigo, bem mais perigoso por ser disparado no escuro e à queima roupa.

Diferentes dos adversários, que posicionados do lado oposto atiram com estardalhaço, os aliados dos pré-candidatos majoritários agem na surdina para desconstruir o projeto do correligionário e, naturalmente, se fortalecerem.

Portanto, o confronto entre adversários é raro, até porque todos os lados estão mais preocupados em proteger as próprias retaguardas, evitar golpes baixos e guardar munição para quando chegar a hora de a onça beber água. Os que sobreviverem às estocadas aliadas de agora, estarão fortalecidos e estarão prontos para o grande embate, que premiará os vencedores.

A administração pública é muito complexa e exige muito “jogo de cintura” para que as prioridades da maioria da população sejam identificadas e aplicadas. E tem a parte que carece de maior habilidade, que é agrupar diversos interesses sociais e políticos.

Nos últimos 29 dias, o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, vem convivendo com algumas “nuvens negras” que assolam o Palácio Paiaguas: greve dos servidores, empréstimos junto ao Banco Mundial e denúncias envolvendo seu staff de governo, colocando assim em risco a sua gestão no segundo semestre.

O Democrata Mauro Mendesprecisa olhar” para dentro e analisar as dificuldades. O governador não pode deixar explodir, atingindo em cheio a sua administração.

É claro que algo está ruim, e é preciso mudar, ao contrário começará as trocas de farpas entre os próprios aliados que por enquanto ainda estão de seu lado.

É bom ressaltar que: quem derruba um governo não é a “oposição”, mas quem está dentro dele.

O Estado está enfrentando uma “crise financeira”, tem feito um grande esforço, porém é preciso dar um chega para lá no fogo amigo que começa a correr solto dentro do Palácio Paiaguas.

Já se passaram seis meses, e o Democrata Mauro Mendes sabe quem são os integrantes da base que na frente jogam confetes e por trás a foice entra em ação.

Tudo bem que no início de uma administração é necessário acomodar as forças políticas que ajudaram na eleição, ao passo que, após a lua de mel, é preciso inverter a situação.

As medidas do governador, preocupado com o futuro econômico e social do Estado, além do político, o que é absolutamente normal, foi a reforma na estrutura do governo, aprovada pela maioria dos parlamentares estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que extinguiu secretarias, e outras foram agrupadas, comissionados foram demitidos, mas…muitos retornaram, e centenas de pessoas perderam empregos, o seu ganha pão, outros tiveram salários reduzidos.

A meta é cortar custos, pois a crise é real

O Estado continua arrecadando bem, dentro do orçado, mas os repasses federais minguaram e o caminho foi a reforma administrativa. Um corte na própria carne foi necessário, onde estava previsto inclusive com gastos nas viagens e diárias do governador é seus secretariados, porém não houve redução do salário na equipe do primeiro escalão, mesmo porque atingiria nos vencimentos dos deputados, já que os vencimentos dos parlamentares estão vinculados ao do governador. Para um bom entendedor….

Após a divulgação dos holerites de alguns funcionários que ganham salários de Marajás no Estado, o governador deve tomar providências mais drásticas sobre o assunto. O povo espera isso.

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