Qual caminho o DEM tomará? Única certeza é que Mendes ficará na sigla democrática

O DEM, lar de personalidades ilustres como o governador Mauro Mendes Ferreira e o Senador Jayme Veríssimo de Campos, possui alguns dilemas em seu interior.

Apesar jantares, e de intensas reuniões, não foram ainda suficientes para apaziguar a crise existente entre a ala “Mendes” e “Campos”.

Apesar de que o governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, garantir candidatura própria a Prefeitura de Cuiabá nas próximas eleições, e remando contra a maré de lideranças ligada a Jayme Campos, nega o consenso.

Se há esse consenso que tanto falam sobre candidatura própria no DEM, então coloca o nome“, diz uma liderança democrática.

A verdade é que o DEM caminha dividido entre ser ou não ser protagonista nas Eleições 2020.

Os Democratas, que vem sofrendo a 16 anos, não se acerta e sofrerá mais una derrota. Mais uma vez é nítida a falta de harmonia no DEM, cada eleição é um desgaste interno sofrido dentro do partido.

Sendo o partido que tem o maior numero de filiados no momento, e após ficarem décadas de jejum e distante do Poder Executivo mato-grossense, só chegou novamente ao comando do Palácio Paiaguás com a chegada de Mauro Mendes no partido vindo de uma ótima administração a frente da Prefeitura de Cuiabá.

O certo é que mesmo tendo o Governo do Estado, um Senador da República, deputados estaduais e prefeitos, vices e vereadores, o DEM não tem um nome, pelo menos, por enquanto, que possa disputar as eleições nas principais cidades de Mato Grosso.

Com isso, os Democratas se preparam para mais uma eleição dividido. E assim vai indo, acabam sendo derrotado nas disputas eleitorais e perde força.

As lideranças precisam acordar enquanto é tempo.

O governador Mauro Mendes, se mostra angustiado por causa dos conflitos com a família Campos, ambos continuam se trombando.

O DEM é um partido totalmente fragmentado. Há 15 meses, estava dividido entre o apoio a reedição de aliança com o PSDB do ex-governador José Pedro Taques e a candidatura própria.

Venhamos e convenhamos, os Democratas não tem na Eleição de 2020, um nome competitivo para conquistar a Prefeitura de Cuiabá contra o atual prefeito Emanuel Pinheiro e demais nomes que poderão surgir na disputa eleitoral.

Esse será, no entanto uma opção mais complicada para a sigla Democrática, ou seja, fazer uma reviravolta em sua trajetória, depois de 16 anos sem a Prefeitura de Cuiabá.

O incrível é que o partido não consegue superar 25% dos votos junto aos cuiabanos. A última vez que o grupo concorreu a Prefeitura de Cuiabá, coincidência ou não foi com o atual prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (hoje no MDB) e ficou em quarto lugar. Nos demais pleitos foi meramente coadjuvante.

Quando Mauro Mendes se filiou ao DEM, fez uma série de exigências, entre as quais: controle do DEM e não aceitaria interferência da cúpula na condução das negociações políticas.

Recentemente, o ex-governador e ex-conselheiro do Tribunal de contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Júlio José de Campos disse:

As arestas foram aparadas, mas ainda resta muita coisa a ser definida”.

Para quem o partido se deseja se firmar como sigla em crescimento e consolidada.

Ou disputa as eleições municipais de igual para igual, ou se alia para construir vitórias mesmo que de aliados”, concluiu o cacique Democrata Júlio Campos.

Júlio Campos chegou de ser apontado como o possível nome para o sacrifico em concorrer contra Emanuel Pinheiro na eleição de 2020, já que nos últimos dias, Campos transferiu seu domicilio eleitoral para a capital mato-grossense.

Em redutos importantíssimos como Várzea Grande, atualmente administrada por Lucimar Sacre de Campos (DEM), Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Cáceres, Barra do Garças, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso entre outras cidades de significativo poder político, eleitoral e financeiro, o DEM não tem tido significativa participação político partidária.

Nota da redação

Existem duas estratégias para o DEM: ressuscitar e unificar a “oposição” para Emanuel Pinheiro por meio de conversas e tentativas de aliança com os pré-candidatos.

A segunda estratégia é atuar nos “pontos fracos” da administração de Emanuel Pinheiro.

Ao escrever sobre a partida de Simon Bolivar para o exílio, o escritor colombiano Gabriel Marquez, deu ao romance o título de “O general em seu labirinto”.

Em tintas menos dramáticas o governador ainda inicia sua trajetória, mas começa a viver seu labirinto. Por incrível que pareça ele atende pela sigla DEM.

Apesar do partido em crise, Mauro Mendes, ficará na sigla democrática e, se assim confirmar, Mauro vai mostrar o estilo calmo e moderado de um homem que aprendeu a viver, sob pressão, antes mesmo de enfrentar seu maior desafio de levar o DEM para o pleito eleitoral de 2020.