“Rico fica mais rico e pobre fica mais pobre”: 10 anos de dívida é o legado da gestão Emanuel Pinheiro

Quem daria um cheque de R$ 125 milhões a um gestor com uma idoneidade questionada, abalada, investigada com vários processos, inclusive de improbidade administrativa? 17 vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá”, explicou um morador do Bairro Terra Nova, que pediu para não ser identificado, temendo por sua vida.

Para o morador, entregar um montante deste valor para uma pessoas que é acusada de roubar R$ 12 milhões da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, de ter feito pagamento com esmeraldas falsas, de ter participação em esquemas de licitações da Prefeitura de Cuiabá, de ter alugado salas sem funcionalidade para a Secretaria dos 300 anos, de estar direcionando a licitação do transporte público da capital, de já ter sido notificado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), por irregularidades nos valores de outras obras na Capital, de duas é uma, ou esses 17 vereadores são irresponsáveis, ou são coniventes, por algum motivo mais interessante.

A aprovação deste empréstimo de R$ 125 milhões, que aconteceu nesta semana, gerou dúvidas até para as pessoas que podem serem beneficiadas, ao logo do trajeto da obra, se for executada. É que uma obra de grande impacto, que beneficia a população, com alto valor, como é o caso do Novo” Pronto Socorro de Cuiabá, Dr. Leony Palma de Carvalho, o prefeito Emanuel Pinheiro, ainda não deu conta de terminar, lembrado que o atual prefeito já pegou a obra em andamento, aí fica a dúvida, será que o tempo restante do seu mandato será suficiente para terminar uma obra desta grandeza, ou vai começar para virar moeda de troca em época de eleição?

A obra:

Com extensão de 17,35 km a implantação da nova via pública visa atender as três regiões mais populosas da Capital: Leste, Sul e Norte, beneficiando aproximadamente 421 mil habitantes de 39 bairros diferentes da Capital.

Tem início na Sub Estação Termo Elétrica governador Mario Covas, passando pela Sub Estação Coxipó e Sub Estação Bairro Ouro Fino. Paralela a Avenida Fernando Correa da Costa, a via projetada será implantada onde atualmente está em pista simples a Avenida Antônio Pinheiro da Silva, no residencial Recanto do Sol. Segue nas proximidades do início do Residencial Lagoa Azul, passando a ilha de transmissão LT, a via a ser implantada tem destino a Avenida Professora Edna Albuquerque Affi, conhecida popularmente como Avenida das Torres, próximo a Sub Estação Eletronorte.

Entre os Bairros Recanto do Sol e Lagoa Azul, está previsto a implantação de rotatória, bem como onde a via projetada cruza com a Avenida das Torres.

Caso a obra seja entregue para população, problemas como congestionamento do trânsito, principalmente em horário de pico, serão solucionados, como também os constantes alagamentos daquela região em período de chuva.

Modalidade do empréstimo:

A operação de crédito será contraída junto a Caixa Econômica Federal, com uma taxa de juros de 4,9% ao ano, somado a correção monetária CDI. Conforme a proposta, o pagamento deverá ser concluído em 10 anos, sendo que os primeiros dois anos, contados a partir da assinatura do contrato, são de carência. Desta forma, o desembolso ocorrerá em oito anos em parcelas trimestrais.

O financiamento para execução do projeto se deu através de duas cartas consultas após estudo de viabilidade por parte da Caixa Econômica, a qual avaliou a capacidade fiscal do município.

Bolso sem fundo: dívidas futuras para os cuiabanos:

Além deste empréstimos de R$ 125 milhões, vale lembrar que está em tramitação, mais um empréstimo de U$ 115 milhões de dólares, equivalente a cerca de R$ 500 milhões de reais, o que se for liberado, o atual prefeito, juntamente com o seu grupo de 17 vereadores, vão deixar Cuiabá com uma dívida de mais de R$ 600 milhões para os próximos 10 anos, serão mais de duas legislaturas praticamente engessada, por conta dos empréstimos da gestão Emanuel Pinheiro.

Vereadores contra o empréstimo:

Abílio Junior (PSC), Diego Guimarães (Progressistas), Felipe Wellaton (PV), Lilo Pinheiro (PDT) e Wilson Kero Kero (PSL).

Vereadores que aprovaram o empréstimo:

Renivaldo Nascimento (PSDB), Adilson Levante (PSB), Chico 2000 (PR), Clebinho Borges (DC), Delegado Marcos Veloso (PV), Dilemário Alencar (PROS), Dr. Xavier (PTC), Frankes Márcio Batista Siqueira (PP), Juca do Guaraná Filho (AVANTE), Marcelo Bussiki (PSB), Marcrean Santos (PRTB), Orivaldo da Farmácia (PRP), Ricardo Saad (PSDB), Sargento Joelson (PSC), Toninho de Souza (PSD) e Vinicyus Hugueney (PP), Adevair Cabral (PSDB).

O vereador Misael Galvão (PSB), não votou porque exercer o cargo de presidente da Câmara, já os vereadores Justino Malheiros (PV) e Mário Nadaf (PV) estavam ausentes, assim não participara da votação.

Nota da Redação:

A irresponsabilidade parece ser a palavra de ordem, tanto para os 17 vereadores, quanto para o prefeito Emanuel Pinheiro, que mesmo atravessando uma nebulosa tempestade em sua vida pública, que poderá ter graves consequência em sua vida particular, quem não se lembra do vídeo do dinheiro no paletó, de Emanuel Pinheiro até ajoelhado para pegar o dinheiro do chão, mesmo assim insistem em peripécias, pelo que tudo indica, o chefe do Executivo Municipal quer aproveitar até os últimos instantes no comando do Palácio Alencastro realizando atividades com interesses ocultos, sabe lá até quando, ou até alguma operação, barrar a farra com o dinheiro público. – (Lauro Nazario)

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