Se Mauro realmente aprendeu a articular, saberemos nos próximos dias

Diante de muitas novidades na política mato-grossense, tudo ainda é novo e gera múltiplas teorias.

Praticar a arte de fazer política é exercitar o diálogo e a escuta. Percebam como as coisas internas e externamente estão seguindo no mundo da política e da sociedade brasileira: pensamentos e atitudes autoritárias e regras absolutas para coagir, humilhar e constranger pessoas que pensam diferentemente de nós.

Exercitar a Política Partidária com “sangue nos olhos” e “ódio no coração” é uma atitude nada republicana e sim autoritária, que expõe o lado sombra das pessoas que usam a política como instrumento do seu Projeto de Poder.

O exercício do diálogo entre as pessoas de maneira respeitosa e inteligente, para debater e argumentar fundamentos e teses ideológicas com base no respeito e na tolerância, está se perdendo no dia a dia principalmente nas redes sociais (na armadilha do anonimato).

As decisões ideológicas e partidárias devem ser sempre fruto do amplo e transparente diálogo e defesa de teses.

Respeitar as diferentes opiniões é o exercício diário da “Democracia Dialógica”, um dever cívico, uma prática constante em qualquer ambiente que estejamos, e seja qual for a função pública ou política que ocupamos.

Saber dialogar é antes de tudo ouvir e garantir o direito do outro expressar sua opinião divergente.

Saber ouvir e saber falar parecem simples atos da nossa vida cotidiana, mas atualmente não são. Estamos vivendo tempos em que não exercitamos a prática de ouvir, dialogar e argumentar.

Pink Floyd cravou uma frase que virou fonte de inspiração: você frita e desperdiça as horas de uma forma improvisada.

Este pode ser à opção para quem precisa medir o tempo, não por segundo, minuto, hora, mês e ano. Falo do tempo de política, que não tem começo nem fim.

O relógio de política não funciona à bateria. Parece ser movido pela força da economia, dos acordos para manobrar, prometer e realizar. Mesmo com o seu governo sofrendo críticas de alguns setores, a economia capengando, bem longe do que imaginavam os seus críticos, Mauro parece-se confortável.

No embate com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), Mendes já aprendeu que não será fácil aprovar tudo do jeito que ele quer. Portanto, qualquer discurso pode servir para que a população mato-grossense, a apoia-lo.

Já se foram 180 dias e devemos nos preparar para os próximos 1.280, para uma gestão no estilo Bolsonaro, passando medidas e reformas duríssimas. No primeiro plano foram debates e discussões, causando uma guerra de debates e mensagens entre apoiadores e críticos, diminuindo assim, o foco de atenção e energia disponível para fiscalizar e criticar o que se fizer no segundo plano.

O Democrata Mauro Mendes Ferreira pode fazer história, porém temos que atentar para as discussões, as propostas, as mensagens e os Projetos que serão encaminhados para o Legislativo.

Ao lembrar a frase de Pink Floyd, foi um gancho para uma pensativa sobre Mato Grosso, porque atualmente o Estado estava tão carente de bons gestores, quando temos tantos ótimos no Legislativo.

A história que está sendo escrita por Mauro Mendes, muitos imaginava que seria numa parte só: construção do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT). Mas depois de 180 dias e acompanhando de perto a administração de 8 governadores, entrevistando os baluartes de política do nosso Estado, percebemos que teremos que fazer Justiça para contar mais coisas. E é por isso que a gestão Mauro Mendes está morno. Morno mais necessário. E porque o tempo não permitiu fazer mais ainda.

Entretanto, ficamos maravilhados quando encontramos políticos capazes de receber uma crítica, aceitar uma parte dela, rebater outra, explicar os por quês de determinadas decisões. No Brasil a crítica é quase confundida com ofensa pessoal. A última coisa que a imprensa quer. Quando criticamos uma obra, é ofender quem obrou. Mas se o autor ficar ofendido bem, não estamos nem aí.

Não faltam jornalistas que cubram a área política, noticiando acontecimentos relevantes, fazendo entrevistas esclarecedoras ou mesmo analisando o cenário político.

Existem bons profissionais que se dedicam a isso, alguns colegas das antigas, fala Brigadeiro! E Blogs e Sites muito bons, que cobrem muito bem, não “comercialzona“, como o “vitralizacao“, fala Soninha!

Crítica é outra coisa. Primeiro, cabe avaliar se a ambição da obra. Segundo, se a realização da obra atinge em algumas partes a população, e em que parte, e o que ficou faltando.

Pelo andar da carruagem, Mauro Mendes aprendeu, a forma de conduzir uma administração pública e da relação as críticas com uma postura de enfrentamento constante e os discursos pontuais, reagindo de forma dura as críticas, se indispondo até com amigos empresários. Mendes age rápido, pegando muitos de surpresa.

Senão vejamos: pacote de medidas austeras, logo nos primeiros 60 dias, aumento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), reforma administrativa, restrição da Revisão Geral Anual (RGA) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Agora precisa aprovar a mensagem do incentivo fiscal, precisa atrair investidores, apesar do inexpugnável quadro tributário, incrementar a infraestrutura e, principalmente diminuir a criminalidade.

Exercitar a democracia é um aprendizado para todos. Temos o dever, sem demagogia, de lutar e defender nossos direitos de pensar, falar e agir.

Não podemos aceitar nossa perda de identidade quando saímos do campo dos argumentos, das ideias, do protagonismo político e passamos para o campo da “vala comum” de fazer política, com um radicalismo medíocre e hipócrita, do pragmatismo político alienador.

Temos que aprender que a arte de fazer política é um talento nato do ser humano em disseminar mais amor e menos guerra……..

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