Taques: “O eleitor não vem decidir junto, eu sofri por algumas decisões”

Após sonhar em ser governador de Mato Grosso, na Praça Clóvis Cardoso, deixar o Governo do Estado, descansar em Portugal, tirar sua carteira de OAB, Zé Pedro voltou a aparecer em público após um longo período, 6 meses.

E neste sonho, Taques se empolgou e cometeu inúmeros erros que ate mesmo os seus eleitores se arrependem, principalmente a população do Estado de Mato Grosso.

Sonhei em ser governador, quando tinha cinco anos sonhei muito, na praça Clóvis Cardoso, quando Frederico Campos era governador“, disse o ex-governador Zé Pedro, quando esteve no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), quando da votação da aprovação de suas contas a frente do Governo do Estado.

O importante é que o ex-gestor do Estado de Mato Grosso, achou um tempo para se refletir e chegou a conclusão que o poder é sinônimo de solidão. É preciso decidir sozinho. O eleitor não vem decidir junto com você. E eu sofri por algumas decisões minhas, disse Zé Pedro, se referindo o exercício do Poder, porém foram quatro anos, que poucos foram ouvidos por Taques, até seus aliados reclamaram na época.

No Tribunal de Contas do Estado, foram 40 minutos de sustentação oral, confessando e rebatendo alguns pontos. Vários pontos chamaram a atenção da plateia, mas na sua autodefesa, Zé Pedro tentou tirar uma “ondinha”, que poderá ser útil brevemente.

Estou fazendo uma confissão, não uma delação

Mas nem tudo é perdido para um gestor que sonhou, mas não atentou aos estragos que o seu sonho, se transformou em um pesadelo para a população mato-grossense.

Taques foi obrigado a ouvir, o que não fazia durante a sua gestão: o estrago que fez para o Estado, não é para dormir, deixou dívida de R$ 1,5 bilhão, falta de pagamento aos aposentados e restos a pagar em mais de R$ 1 bilhão.

Dizem que a eleição é uma guerra e na guerra a primeira vítima é a verdade é assim Pedro Taques apreendeu três coisas em uma: paciência, paciência e paciência.

Taques: do intocável a investigado

O ex-governador José Pedro Gonçalves Taques volta a aparecer desde que deixou o cargo no dia primeiro de janeiro, dizendo que agora, o seu foco será advocacia, descartando a volta para a política, (tinha sonho de ser prefeito de Cuiabá), enquanto não resolver as pendências jurídicas relacionadas a Grampolandia Pantaneira e delações de Alan Malouf e Perminio Pinto Filho, ex-secretário de Estado de Educação (SEDUC).

Não podemos deixar de registrar que José Pedro Taques, como Procurador da República se destacou na década de 90, em casos da SUDAM (Superintendência da Amazônia), prisões do Senador Jáder Barbalho (MDB/PA) e do bicheiro do Estado de Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro.

No Senado da Republica, José Pedro Taques fazia discurso de combate a corrupção e defesa da moralidade na política, sua trincheira.

Em sua pagina do Instagran, Pedro Taques usou de sua conta e publicou um texto onde ele mesmo fala de sua decisão de fazer sua própria defesa no Tribunal de Contas do Estado. Pedro Taques disse que fez sua defesa como advogado e cidadão e que não está conversando nada politicamente.

Texto postado por Pedro Taques no Instagran:

“A história deve ser analisada conforme seu momento histórico.

Ontem eu estive pessoalmente no Tribunal de Contas do Estado para defender, durante a sessão plenária, a aprovação das contas do meu governo referentes ao ano de 2018. Recebemos parecer favorável do Ministério Público de Contas e felizmente elas foram aprovadas por unanimidade. Tivemos recomendações, é claro. Difícil um administrador não tê-las.

Mas o momento histórico que vivemos, com a maior crise econômica da história do país e também com uma crise política nacional, dificultou a realização de todos os nossos sonhos e projetos para Mato Grosso.

Fizemos o que foi possível naquele momento histórico. Na defesa, falo um pouco sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, nomeação de homens e mulheres para a segurança e educação e outros pontos que foram objeto de recomendação.

Estive ontem no TCE como advogado e cidadão. Agora sou um advogado, reconstruindo minha carreira neste ramo. Como irei defender direitos de terceiros, também não abrirei mão de defender os meus direitos. Não estou trabalhando ou conversando nada politicamente, mas estou sempre torcendo por Mato Grosso”.

Nota da redação:

Apesar do Ministério Público Estadual (MPE) abrir inquérito Civil para investigar suposto ato de improbidade administrativa e dano ao erário na celebração de contratos no valor de R$ 29,5 milhões

Apesar de dizer que governar é ter prioridades, mas como ter prioridade sem dinheiro…

Como sempre acontece mesmo com 21 irregularidades o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) deu parecer favorável as contas que seguem para Assembleia Legislativa do Estado, e quem sabe serem aprovadas pelos parlamentares estaduais.

E para encerrar:

Vamos de Taques e, vai depender da capacidade de pensar:

O futuro a Deus pertence. Sou advogado. Preciso pagar boletos. Os boletos não param de chegar. Sou um jovem advogado, tirei a carteira da Ordem agora. Se defendo os direitos de terceiros, defendo os meus“, palavras de um gestor.