“Torre de Babel” vai conceder título de cidadão cuiabano a Bolsonaro

A Câmara Municipal de Cuiabá, mais uma vez sendo A Câmara Municipal de Cuiabá, já que não pode dizer o que verdadeiramente ela representa para o povo cuiabano, devido proibição da Justiça, “#$%@&*”, e para mostrar eficiência do trabalho, aprovou na última sessão ordinária, por unanimidade, a concessão de título de cidadão cuiabano, ao Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL).

Até onde se sabe, o título de cidadão é concedido a personalidades da sociedade, que colaboram de alguma forma, para o desenvolvimento da cidade. O que até o presente momento, não se tem registro de fato concreto, que o cidadão brasileiro, presidente da república, Jair Bolsonaro tenha feito algo que venha colaborar para o progresso de Cuiabá.

Será que é falta do que fazer ou não sabem nem o que tem que fazer”?

O ano de 2019, tem sido um dos priores para a imagem dos vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá, que desenvolve suas trapalhadas, praticamente como atividades sincronizadas, com um escândalo atrás do outro. Quando não é um por mês, acontece uma a cada semana. Com uma frequência que já virou rotina no cotidiano do povo cuiabano.

Já não basta os escândalos dos excessos de contratados comissionados, que o presidente da Casa, vereador Misael Oliveira Galvão, popularmente conhecido como “Misael Gavião”, no início da sua gestão, demitiu centenas de funcionários, querendo mostrar que estaria fazendo um enxugamento na folha, quando na verdade, segundo informações de bastidores, hoje tem funcionário na fila, “saindo pela janela”, esperando cadeira para se sentar, reza a lenda, que agora são cerca de cinco, para desempenhar a função de apenas um.

Depois veio o escândalo das iguarias de lanches, para os coleguinhas do parlamento, briga por aumento da verba indenizatória, alugueis de veículos para vereadores, mesmo o parlamentar possuindo carro, verba indenizatória para chefe de gabinetes, até suposto crime de homofobia.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) já mostrou que está de olho, fiscalizando as atividades, que em alguns casos são suspensas por apresentarem “indícios de irregularidades”, como sobrepreço em contratação, suposta fraude em licitações, entre outras irregularidades…

A IMPORTÂNCIA DO “TÍTULO DE CIDADÃO”

A concessão do título honorário de “Cidadão” de um Município pela Câmara de Vereadores deve ser bem analisada, estudada e explicada com detalhes, não só aos pares (Vereadores), mas à sociedade local como um todo. Quando a Câmara Municipal outorga um título de cidadania honorária, ela está equiparando o homenageado a uma pessoa nascida no Município, e distinguindo-a com especial destaque no cenário sócio-cultural-administrativo e até religioso da comunidade.

O Título de Cidadão equipara a pessoa homenageada a uma adoção oficial. A pessoa agraciada passa a ser um irmão, um conterrâneo, uma pessoa da terra natal. Mesmo que um homenageado não tenha nascido ou não resida no Município, para que se lhe conceda tal homenagem, faz-se necessário que se diga o que ele (homenageado) fez, sem visar lucros, interesses pessoais ou profissionais, em defesa do povo do Município que lhe concedeu tal cidadania.

Ora, para que essa pessoa não nascido no Município seja considerada conterrânea, faz-se necessário, que essa pessoa seja ou tenha sido uma benfeitora na comunidade que lhe conferiu tal cidadania. É fundamental que se diga na Justificativa do Projeto de Resolução ou Decreto Legislativo, que se submete à apreciação dos Vereadores, o que o pretenso homenageado fez pelo povo e pela sociedade que lhe concede a cidadania, e uma delas, fundamentalmente, será ter residido no Município há alguns anos e nesse período haver prestado serviços merecedores de registro e reconhecimento do trabalho desempenhado em favor do Município ou de entidades nele existentes. O simples fato de uma pessoa prestar serviço no Município não significa prestar serviço ao Município. Quando alguém presta serviços profissionais num Município e foi pago para isto, este ou esta pessoa, não se enquadra em tal homenagem.

Mesmo que um homenageado não tenha nascido ou não resida no Município, para que se lhe conceda tal homenagem, faz-se necessário que se diga o que ele fez sem visar lucros ou interesses pessoais ou profissionais, mas que se diga o que ele homenageado fez em defesa do povo do Município que lhe concedeu tal cidadania. A Câmara de Vereadores deve ter o cuidado e a responsabilidade de conceder Títulos de Cidadão como se concede VOTOS DE APLAUSOS.

A votação para tal concessão não sofra pressão para votar em propositura injusta e “fabricada”. Muitas pessoas são esquecidas e não recebem essa homenagem, as vezes pelo fato de ser uma pessoa pobre, a exemplo de Professores Rurais que não sendo natural do Município, passam 20, 30 ou mais anos, dando tudo de si, e até as vezes sem ser funcionário ou funcionária pública, mas sempre ajudando o Município no anonimato. Um Prefeito, um Secretário Municipal, etc. que se dedica ao povo, que reside no Município e que nele não nasceu, este merece, até mesmo como incentivo.

A concessão de cidadania, mesmo honorária é uma homenagem séria e de grande responsabilidade. O Poder Legislativo Municipal deve ter consciência plena dessa concessão.