Vem aí na mídia, “novos” capítulos da novela VLT

Corre para não atrasar, entrega dos “novos” capítulos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), tudo no script. A novela que desde 2009, nenhuma outra superou.

A maior aproximação foi o Pronto Socorro de Cuiabá. E, já que uma novela é feita por um grupo bem grande de pessoas, incluindo assistente, consultores, pesquisadores e claro, o (s) autor (es) principal (is).

Não podemos deixar de registrar os primeiros personagens que fizeram parte desta novela, criada na década passada.

Em 2009, quando Cuiabá foi escolhida para ser uma das sedes da Copa do Mundo, a decisão do governador na época, Blairo Borges Maggi, era para o modal de transporte a ser utilizado era o Bus Rapid Transit (BRT), com o custo de R$ 400 milhões à época.

Muda de Governo e com a mudança, vem a troca do modal para o VLT, recursos oriundo da Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em 2012 o VLT começou a ser construído pelo Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande, com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. O prazo de entrega era 13 de março 2014 e, até a presente data, ainda não andamos de Veículo Leve sobre Trilhos.

O “novo” modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, iniciada em agosto de 2012 e com mais de R$ 1 bilhão de reais já aplicados, os trilhos que guiariam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.

Desde dezembro de 2014 parado, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos será composto por duas linhas que ligariam Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto, com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

Eram para ser 33 estações de embarque e desembarque e 3 terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.

Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

E segundo alguns especialistas de conhecimento do setor de transportes seria antieconômica a mudança do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Bus Rapid Transit (BRT), e a estrutura feita para o atual modal seria toda perdida e os R$ 1 bilhão já gastos iriam para o lixo.

O Governo do Estado criou no ano passado um Grupo de Trabalho (GT) com o propósito de encomendar estudo de viabilidade técnica de mudança do modal.

A empresa de consultoria Oficina Engenheiros Associados que esta realizando os trabalhos para o Governo do Estado é a responsável por confeccionar estudo de viabilidade do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Ao todo, o Governo do Estado pagará quase R$ 500 mil pela realização do estudo que também prevê análise da viabilidade da implantação do Bus Rapid Transit (BRT).

Motivos:

São muitos os motivos que levaram a está paralisação: mudança de vontade política com a troca de governador, demora para formalização de acordos leniência com empresas que apresentaram problemas e até mesmo falta de projeto básico errado que, ao ser reformulado, atrapalha planos governamentais.

O incrível é verificar que além do custo associado ao desgaste das obras que estão muito tempo parados, o Estado já pagou R$ 797,82 milhões do empréstimo, por um serviço que nunca foi prestado a população.

Novos capítulos

Em muitos casos para retomar a audiência, são necessárias intervenções, que possam recuperar os estragos decorrentes do abandono. E, assim sendo a revista Veja, na coluna Radar publicou que o presidente Jair Messias Bolsonaro, quer resolver o problema das obras de mobilidade no Brasil.

E dentre as obras, foi citado o VLT de Cuiabá.

A revista destaca ainda que o secretário de Mobilidade Nacional, José Medaglia Filho, funcionário de Carreira da Caixa Econômica Federal e ligado a Onix Lorenzoni da Casa Civil da Presidência, não vai aceitar o pedido do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira de mudar o modal para BRT.